Capítulo 08: O Sócio

2379 Palavras
Os raios de sol atravessam a janela do quarto de Charlotte indo até o rosto da garota fazendo ela acordar, assim que abre os olhos a menina desce de sua cama e arruma a cama onde havia dormido, e assim que ela termina solta um suspiro sai do quarto e desce as escadas e vai até a cozinha, ao chegar lá ela cumprimenta seus amigos que já estavam reunidos ali, ela passa pelo pai de Carlton que estava com a bandeja de panquecas em sua mão indo em direção a mesa. A jovem se senta na mesa no mesmo momento em que o pai de seu amigo vai distribuindo as panquecas para seus amigos, ele serve um por um e todos elogiam o cheiro delas, Charlotte é a última a ser servida, e assim que ela recebe a panqueca dá um belo sorriso e começa a comer, em um dado momento a menina olha para a mesa percebe que seu amigo Carlton não está ali e só nesse momento percebe que ele ainda não havia chegado em casa, ela até pensa em falar alguma coisa mais como ela já sabia o que Cley iria dizer resolve ficar quieta e volta a comer sua panqueca. Enquanto eles estão comendo a mãe de Carlton que estava dormindo quando eles chegaram na noite anterior, desce as escadas e vai até a cozinha, lá ela encontra seu marido e os amigos de seu filho sentados à mesa comendo. — Carlton já desceu Cley? Perguntou a mãe do menino. — Você conhece nosso filho, ele deve estar aprontando por aí. Respondeu Cley a sua esposa. — O que o nosso filho aprontou dessa vez Cley? Perguntou ela novamente. Ele demora a responder a pergunta de sua esposa e quando ele começa a dizer algo é interrompido. — Nós fomos ao Chuck E Cheese Pizzaria na noite passada e o Carlton foi sequestrado por Vector, por isso que ele não voltou ainda. Disse John. — Isso é verdade Cley? Pergunta a mulher. — Claro que não, Beth. Ele está brincando. Respondeu ele. — Eu não quero saber, vai até lá e traz nosso filho de volta. Diz ela gritando com ele. — Eu vou, mas só quero te lembrar que Carlton já nos causou muitos problemas com nossos vizinhos com suas travessuras, e provavelmente isso é mais uma de suas brincadeiras. Diz Cley a sua esposa. — Dessa vez é diferente, pois se trata da Chuck E Cheese Pizza. Retruca Beth a seu marido. Eles começaram a discutir na frente dos amigos de seu filho, Beth estava tentando convencer seu marido de que seu filho por mais que seja travesso, jamais brincaria com algo relacionado a essa pizzaria. E depois de um tempo ela pergunta. — Como você não entende a gravidade da situação, você sabe muito bem de qual restaurante estamos falando. Diz ela irritada. Cley perde a paciência de diz. — Como eu não entendo, justo eu que dez anos atrás vi o sangue de Michael no chão daquele lugar. Diz Cley irritado. Depois de falarem tudo o que pensavam um para o outro os ânimos se acalmam e a discussão acaba, Cley então depois de pensar um pouco agora de cabeça fria decide finalmente ir atrás de seu filho, ele então vai até seu carro e pelo rádio chama seus colegas policiais para ajudá-lo, ele volta para cara e avisar sua esposa que vai ver o que aconteceu com seu filho. — Carlton viu seu amigo Michael ser levado diante de seus olhos a dez anos atrás, ele jamais iria ferir a memória de seu amigo com uma brincadeira dessa. Disse Beth. — Você tem razão amor. Disse ele concordando com ela. Ele então se vira para os jovens e diz — E vocês, vou levá-los para casa. Completou ele. — Senhor Cley, nós vamos procurar Carlton com você. Disse Charlotte. — Tudo bem, mais tarde vocês podem ir procurar comigo. Disse ele sorrindo. Após o café da manhã Cley vai para seu plantão na na polícia enquanto Charlotte e seus amigos passam a tarde com a mãe de Michael, ela pede detalhes sobre o que aconteceu no Chuck E Cheese a noite passada novamente, e os jovens contam a ela tudo que aconteceu. Depois de contarem para Beth o que aconteceu os amigos resolvem voltar para casa, avisar seus pais onde estavam e se prepararem para voltar ao restaurante mais tarde, Charlotte resolve voltar para sua antiga casa e John resolve ir com ela para acompanhá-la, a garota que não é boba nem nada aceita a companhia de seu crush secreto, os amigos então se despedem da mãe de Carlton e vão embora dali no carro de Charlotte, a jovem deixa seus amigos em suas casas e logo depois disso vai com John para sua antiga casa. Chegando lá eles entram na casa, passam pelo corredor que dá acesso a sala e quando Charlotte procura seu amigo o encontra parado vendo as fotos que estão na parede do corredor. — Tempo bom esse, né. Afirma ele sorrindo. — Sim John, eu adorei essa época, apesar do que passamos. Respondeu a garota. — Michael faz muita falta, você não concorda? Ele perguntou enquanto olhava a foto em que estavam todos reunidos. — Sim, ele faz muita falta. Respondeu Charlotte com um tom de tristeza em sua voz. — Descanse em paz amigo. Disse John enquanto caminhava em direção a Charlotte. Eles começam a subir as escadas da casa e vão até o quarto antigo do pai da garota, John fica de pé na porta do lado de dentro do quarto enquanto Charlotte mexe em algumas gavetas, e depois de alguns minutos ela retira um álbum de fotografias antigo da gaveta, a menina se senta na cama antiga de seu pai e chama seu amigo, ele por sua vez vai até a cama e se senta ao lado dela, a garota abre o álbum e começa a ver as fotos que nele estão. Existem bastante fotos nesse álbum, fotos de coisas que a garota já nem se lembrava mais, John também ficou bastante feliz em ver as fotos e através dela lembrar de sua infância, Sammy o irmão da garota estava na maioria das fotos e ela lembrava de seu irmãozinho com alegria, ela adorava seu irmão e a morte dele foi muito impactante para ela que demorou a entender que seu irmão não queria deixá-la e pode causa desse entendimento conseguiu superar a morte dele. — Será mesmo que meu pai seria capaz de ter feito aqueles sequestros a dez anos atrás? Perguntou ela. — Lógico que não, seu pai era um homem bom, não duvide disso. Respondeu John após ouvir a pergunta de Charlotte para si mesma. — Mais é possível John, meu pai era obcecado pelos seus robôs, é bem provável que eu esteja me enganando e ele seja realmente culpado. Diz ela. Charlotte começa a chorar com esses pensamentos passando por sua cabeça e John a abraça tentando confortá-la de algum jeito para que ela voltasse a se sentir melhor. — Me desculpa, acho que essa casa está mexendo comigo. Diz ela depois de se acalmar um pouco. — Como seu pai morreu? Perguntou John à garota. Charlotte conta que no dia do suicídio de seu pai, sua tia Dora foi buscá-la na escola por que algo tinha acontecido com o pai da garota, quando Charlotte perguntou a sua tia o que havia acontecido ela responde que o pai da menina tinha morrido em um acidente com uma de suas criações e que elas precisavam sair dali imediatamente. Chegando em casa Dora passa bem rápido com a menina pela sala chegando até às escadas que dão para o andar de cima, Dora levava a garota com presa tapando o rosto da menina com sua mão para que ela não visse o corpo morto de seu pai, mas por entre os dedos de sua tia Charlotte consegue ver uma poça de sangue no chão e ao lado dela um animatrônico imobilizado olhando para as escadas, com uma faca de cozinha ensanguentada em sua mão. Dora levou a garota até o quarto, ajudou a menina a arrumar as malas e foram embora de lá, e desde então ela só está de volta a esse lugar hoje após dez anos. John agradece a ela por ter contado o que aconteceu e diz que a entende ainda mais agora, depois disso ele continuou vendo as fotos enquanto Charlotte resolveu arrumar o que tinha bagunçado no quarto para achar as fotos, até que de repente John chama a garota para ver alguma coisa, ela então vai até a cama novamente e John mostra para ela uma foto de seu pai vestindo a fantasia de Tails amarelo, com a cabeça da fantasia em suas mãos, e atrás dele estava o Vector amarelo e dentro dessa fantasia também tinha alguém. Eles então decidem investigar para descobrir quem estava vestindo a fantasia de Vector amarelo, eles então descem as escadas para a sala de estar, e era possível ver a marca que a enorme poça de sangue de dez anos atrás tinha deixado no chão, eles saem da casa de Charlotte e vão até a biblioteca pública da cidade, já na biblioteca eles procuram nos jornais daquela época alguma coisa que os ajude a identificar o rosto do cara que está vestido de Vector amarelo, em meio a procura a garota lembra que o sequestro de seu irmão Sammy foi depois do Halloween quando ela ainda tinha 3 anos de idade, eles então encontram um jornal datado do dia 01 de novembro de 1982, na capa desse jornal havia uma notícia sobre o desaparecimento de uma criança, e na foto da matéria tinha o pai de Charlotte junto com um outro homem ao seu lado, a matéria dizia que eles eram sócios, ou seja, a pessoa que estava ao lado do pai da garota também era dono do restaurante, esse rosto era familiar para os dois que o reconheceram na mesma hora. Nesse momento Mayla adentra a biblioteca gritando desesperadamente procurando por Charlotte, ao encontrar a garota sua amiga diz que seu irmão Jason havia sumido e ela tinha certeza que ele tinha ido até o restaurante. John pede para que ela ficasse calma e que procuraria por ele quando eles voltassem para lá mais tarde, John arranca a página do jornal e como já estava quase na hora do pai de Carlton voltar eles resolveram ir para lá espera-lo. Já a noite, Cley volta para casa, busca os amigos de seu filho e vai para o restaurante da noite anterior, no caminho ele passa um rádio para seu amigo Tom pedindo para ele o acompanhar até lá, o policial aceita e vai até o local. Cley, e os amigos de Michael chegam na frente do shopping e lá encontram Tom os esperando, agora que estão todos reunidos, eles entram no shopping e vão direto para o beco onde está a entrada principal do restaurante e durante esse percurso Tom lamentava do lugar estar desse jeito, ele dizia que esse shopping era para ter sido um grande sucesso, ele não acreditava no que estava presenciando, Tom sai de seus pensamentos depois de sentir uma mão em seu ombro e diz a ele que já chegou. Chegando na porta do restaurante os jovens se surpreendem com o que vêem, os cadeados estavam abertos e as correntes não estavam mais ali, o que significa que eles foram removidos da porta, isso chamou a atenção de Cley, mas ele continuou a achar que ali não tinha nada demais. Cley abre a porta, liga sua lanterna e todos entram no restaurante, enquanto caminham pelos corredores o pai de Carlton que ainda se lembrava do lugar, lembrava de 10 anos atrás quando ele vinha neste lugar com seu filho, eles chegaram na sala de jantar do restaurante e Cley olha para o palco e vê os animatrônicos lá cada um em sua posição parados, ao ver o Bonnie ele se lembra do que Jason falou sobre seu filho ter sido levado pelo animatrônico, de repente todos ouvem um barulho vindo da parte de trás de onde eles estão, eles se viram para ver o que é, mas não viram nada que causou o barulho, eles voltam a olhar para os robôs e de repente ouvem o barulho novamente, dessa vez era se como houvesse alguém correndo e entrando em alguma porta do restaurante. Embora ele pensasse que esses acontecimentos fosse coisa da sua cabeça, ele apontou sua lanterna para frente e mandou os jovens o seguirem, eles então entram em uma sala que mais parecia um armário, dentro desse armário eles encontram uma fantasia de coelho amarelo jogada no chão, Charlotte cutucou a fantasia para m***r sua curiosidade, mas não havia ninguém ali dentro, Cley ao ver a fantasia lembra que seu filho Carlton era um menino que pregava muitas peças, ele pensou que seu filho pediu para alguém vestir a roupa e sequestrá-lo para ele poder pregar uma peça em seus amigos. De repente a fantasia se mexe e Charlotte rapidamente sai da frente dela, a fantasia pulou na direção de Cley o jogando no chão, como era uma fantasia de metal extremamente forte não foi tão difícil, enquanto a fantasia estrangulava o policial os jovens só gritavam assustados enquanto Tom batia nela com seu cassetete, o coelho então solta Cley que fica no chão recuperando o ar que tinha perdido enquanto o coelho pega uma faca e gravou direto no peito de Tom, enquanto a faca entrava mais fundo em seu corpo, o policial conseguiu enxergar um par de olhos no fundo daquela fantasia o olhando enquanto sua vida deixava o seu corpo, o policial dá seu último suspiro e morre, e quando o coelho amarelo se vira para terminar de estrangular Cley, ele e as crianças já não estavam mais ali. O coelho então começa a andar pelo restaurante procurando eles, Charlotte que estava correndo junto com seus amigos para a saída olha para trás e vê a fantasia de coelho correndo atrás deles chegando cada vez mais perto, e quando ele está prestes a pegar um deles, todos passam pela porta e se dirigem a saída do local.
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