Capítulo 07: O Pai De Charlotte

1443 Palavras
Depois de saírem do restaurante todos entram no carro e começam a procurar um policial que estivesse na rua para ajudá-los, enquanto procuravam eles chegaram em um sinal bem próximo do shopping que eles estavam, nesse sinal tinha um guarda e imediatamente John o abordou pedindo ajuda. — Oi seu policial, boa noite, ajuda a gente por favor. Disse John. — O que aconteceu, cidadão? Perguntou o policial ao jovem. — Estávamos em um shopping abandonado e dentro desse shopping tem um restaurante antigo que foi fechado a 10 anos atrás, e suspeitamos que algo aconteceu com o nosso amigo. Disse John aí policial. — Isso deve ser uma brincadeira de m*l gosto, saiam daqui e me deixem fazer meu trabalho. O policial diz relutante — Não estamos brincando moço, é sério, nosso amigo sumiu lá dentro. Nossa suspeita é que alguém prendeu ele lá dentro. Disse Charlotte tentando convencer o policial. — Eu não vou falar de novo, saiam daqui e me deixem trabalhar em paz. Diz o policial em tom de ameaça. — Olha vamos fazer assim, o senhor vai até lá com a gente, e se for mentira pode me levar presa. Disse Jéssica ao polícia. — Okay, eu vou. Mas caso isso seja uma brincadeira eu prendo vocês. Diz o policial entrando em seu carro — Mostre o caminho, completou ele. Eles chegam no shopping e vão imediatamente para o beco onde fica a porta do restaurante, eles se surpreendem ao verem que a porta estava trancada com enormes cadeados e correntes, eles estavam bastante enferrujados, como se já estivessem ali por anos. Obviamente o policial que já não estava convencido, depois de ver a porta trancada confirmou que os jovens estavam mentindo. — Não estamos mentindo, senhor, por favor acredite em nós. Dizia Mayla. — Nosso amigo foi sequestrado aqui, acredita na gente. Disse John — Okay, vou dar mais uma chance a vocês de me contarem a verdade. Disse ele enquanto pegava um bloco e uma caneta — Qual o nome do amigo de vocês que sumiu? Perguntou o policial. — Carlton Dark, esse é o nome dele. Respondeu Charlotte O policial arregalou os olhos, guardou seu bloquinho e disse. — Vou lhes dar mais uma chance de dizerem a verdade. Disse o policial em um tom mais sério. Os amigos não entenderam o porquê da mudança de comportamento do policial depois de ouvir o nome de Carlton. — Estamos falando a verdade senhor, acredita na gente. Disse Jéssica. Os jovens ficaram ali enquanto o policial falava no rádio — Polícia Dag, na escuta? Na escuta Dag. O policial chamava por esse nome em seu rádio. — Dag na escuta. Respondeu ele. — Dag, então aparentemente algo de errado aconteceu com o filho do Cley, tem como você vir pra cá com ele agora? Perguntou o policial. — Onde você está? Dag perguntou. — Estou no antigo shopping da cidade. — Okay, já estamos indo. Depois de alguns minutos os policiais Dag e Cley chegam no local, Cley ao ver os amigos de seu filho cumprimenta todos eles e diz estar surpreso deles ainda morarem na cidade. — O que aconteceu? Perguntou Cley ao grupo. — Alguém sequestrou o Carlton e está mantendo ele preso aqui. Charlotte respondeu. — Isso provavelmente é uma pegadinha do Carlton, ele sempre foi desse jeito e não perderia a chance de trollar vocês, os amigos que ele não via há 10 anos. Embora os jovens fiquem desconfiados, o grupo de amigos começa a pensar que isso poderia sim ser verdade, afinal esses cadeados não estavam aí pouco tempo atrás, e Carlton foi o único supostamente sequestrado. Cley então, oferece sua casa para os amigos de seu filho passarem a noite e de manhã quando Carlton voltasse eles poderiam vê-lo sendo castigado, os jovens aceitam e assim todos saem dali, os policiais voltam para seu trabalho e Cley leva os amigos de seu filho para sua casa. Chegando na casa do pai de seu amigo, eles se acomodam na sala e Cley vai para a cozinha, na sala os jovens conversam sobre o acontecido, a dúvida tomava seus pensamentos depois das palavras do pai de seu amigo, mas ainda sim eles acreditavam bem mais na hipótese de sequestro. Cley volta da cozinha segurando uma bandeja com alguns copos sobre ela. — Trouxe chocolate-quente com marshmallows para vocês. Diz o homem colocando a bandeira sobre a mesa. Cada um dos jovens pega um copo e agradecem Cley por isso. — Carlton é um brincalhão, ele já fez pecadinhos com várias pessoas aqui da rua durante os anos. Disse Cley — Espero que vocês não façam mais piadas sobre aquele restaurante, principalmente você Charlotte. Completa ele olhando para a menina. — Senhor Cley, a polícia encontrou o responsável pelos ocorridos de 10 anos atrás? Perguntou Lamar ao polícial. — Chegamos a prender uma pessoa, mas tivemos que soltá-la depois. Respondeu Cley. — Como é possível alguém fazer algo tão h******l, e ser solto? Perguntou Charlotte irritada. — Infelizmente não havia provas, então não podíamos ter feito nada. Respondeu Cley com tristeza em sua voz. Charlotte então percebeu que esse assunto o incomodava até os dias de hoje, depois do dia longo que tiveram e dessa longa conversa, os amigos terminam seus chocolates quentes e decidem ir dormir, Charlotte fica em um quarto sozinha, só pra ela, e depois de adormecer ela começou a sonhar algo estranho. Charlotte está em sua antiga casa e ela ainda é uma criança, ela estava no seu quarto que ficava no andar de cima, ela sai dele e caminha até às escadas e vê que a porta da frente do andar de baixo está aberta, ela então começa a descer as escadas, e enquanto faz isso seu corpo vai crescendo e se transformando aos poucos em um corpo jovem, o mesmo que ela tem agora. Ao chegar na porta, algo encosta subitamente em suas costas e ao olhar para trás, Charlotte dá de cara com ele, o robô de olhos prateados que tanto a assustava, ele se movia de uma forma estranha,com sua cabeça balançando e seus membros desgovernados no ar, ela se assusta, sai correndo e se esconde ainda conseguindo ver o robô parado se movendo, até que de repente, escondida embaixo da mesa ela volta a ser uma garotinha indefesa, ela vê seu pai indo até o robô, colocou a mão sobre a cabeça dele e com alguns movimentos conseguiu desativá-lo totalmente, depois disso a cabeça do robô é decepada podendo se ouvir um som de algo quebrando. Charlotte acordou no susto e no meio da noite, então ela resolve ir beber uma água, ela vai até a sala e quando chega lá se depara com John que também não conseguiu dormir por causa dos roncos do Jason, a garota então vai até a cozinha pega um copo em um dos armários, abre a geladeira, coloca a água no copo, fecha a geladeira e volta para a sala e se senta ao lado de seu crush. — John, o que as pessoas dessa cidade pensam sobre meu pai? Perguntou a menina. O garoto excita em responder, como se ele já soubesse que ela não gostaria da resposta. — Me diz, por favor John. O que as pessoas acham do meu pai. Insistia a garota. — As pessoas pensam que seu pai era culpado pelos acontecimentos de 10 anos atrás. Respondeu ele. Era lógico as pessoas pensarem dessa forma, até porque a primeira criança a ser sequestrada foi o irmão de Charlotte no primeiro restaurante, depois de ouvir as palavras de John, a garota não aceitava aquilo. — John, acredita em mim, meu pai jamais faria uma coisa dessa. Ele se sentia m*l pelo que aconteceu, mas a culpa não foi dele, caso contrário ele não se mataria, você não acha? Disse ela em defesa de seu pai. — As pessoas acham que seu pai cometeu suicídio por que não conseguiu segurar a culpa que sentia pelos acontecimentos, afinal você não teria como saber, era uma criança. Retruca John. — Eu sei muito bem o tipo de pai que eu tinha, sendo criança naquela época ou não, sei que meu pai não seria capaz de fazer uma coisa tão h******l assim. Diz Charlotte. A conversa dura mais um pouco, e John se convence que o pai da garota é inocente, ela ao saber que ele concorda com seu pensamento abraça o menino e o convida para ir a sua antiga casa, ele aceita e sorri para ela, os dois sobem juntos e vai cada um para o seu quarto, dão boa noite um para o outro e dormem.
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