O JOGO DO GELO ALANA Eu fiquei estática, nua no meio da cama, enquanto o som da porta batendo ecoava como um tiro no meu peito. O prazer que ele me deu ainda pulsava entre as minhas pernas, mas a dor da rejeição era mais forte. "Eu não sou homem de ninguém". Aquelas palavras foram como chicotadas. Ele tinha me usado para aliviar a própria tensão, tinha me levado ao céu e, logo depois, me chutado de volta para o inferno do meu quarto. — Idiota... — sussurrei, sentindo uma lágrima quente escorregar. — Você acha que pode me dar o mundo e depois agir como se eu fosse um incômodo, Arthur? Puxei o lençol para me cobrir, mas o cheiro dele estava em todo lugar. Eu não conseguia dormir. Ouvi o barulho do chuveiro lá embaixo, ouvi os passos pesados e mancos dele. Eu sabia o que ele estava fazend

