NARRADO POR: ARTHUR (O GENERAL) Alana se levantou, levando a bandeja com a leveza de quem não carregava o peso de um passado sujo nas costas. Eu fiquei ali, esticado naqueles lençóis pretos que ainda guardavam o calor do corpo dela, sentindo o silêncio do quarto ser preenchido pela minha própria respiração. A confiança dela era uma droga nova, e eu estava viciado. Estiquei o braço e peguei o rádio na mesa de cabeceira. O metal frio era o lembrete de que o Arthur que sorria na cama era apenas uma trégua. O General precisava assumir o posto. — Rato, na escuta? — chamei, a voz baixa e cortante. — Na escuta, General. O comboio tá pronto. É só dar a ordem — a voz dele veio chiada, carregada de uma adrenalina que eu conhecia bem. — Muda o plano. Não vamos agora. Quero o elemento surpresa to

