capitulo 8 GENERAL

2081 Palavras

O asfalto da Baixada parecia derreter sob os pneus da minha moto, mesmo no frio da madrugada. Eu não estava apenas pilotando; eu estava sendo guiado pelo rastro de ódio que aquele traidor deixou na minha alma. A máscara de caveira apertava meu rosto, e o peso do fuzil no peito era a única coisa que me trazia algum conforto. Eu não vim para buscar respostas; eu vim para buscar a cabeça de quem me apunhalou pelas costas. — Parem as máquinas a duas quadras. Quero silêncio de cemitério — ordenei pelo rádio, e a minha voz saiu como o som de metal se arrastando no concreto. Descemos das motos como sombras. Meus homens, todos mascarados e armados até os dentes, moviam-se com a precisão de quem já tinha transformado muita rua em necrotério. Apontei para a igreja um prédio pequeno, com paredes d

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