ALANA Dois dias. Fazia exatamente dois dias que o Arthur tinha se transformado em uma estátua de gelo dentro desta casa. Ele m*l me olhava, m*l comia e, o que mais me doía: não deixava eu chegar perto para trocar os curativos ou ajudar com a perna. Ele se trancava naquele escritório ou no quarto dele, agindo como se o que aconteceu entre nós naquela cama tivesse sido um erro fatal que ele precisava apagar da memória. Mas eu não ia deixar. Eu fiz uma promessa e não sou mulher de voltar atrás. Se ele queria distância, eu ia dar um motivo para ele querer ficar perto. — Hoje eu vou tentar outros métodos... — murmurei para o espelho do banheiro, sentindo meu coração acelerado. Tomei um banho demorado, deixando a água quente relaxar meus músculos. Quando saí, não me vesti. Enrolei uma toalha

