A ENTREGA AO PECADO ARTHUR (O GENERAL) Aquela frase me atingiu como um tiro de fuzil à queima-roupa. Me beija e cala essa boca. No exato segundo em que eu ia me entregar, no exato segundo em que meu rosto se aproximou do dela, a imagem da Samantha no galpão cruzou a minha visão como um relâmpago. O sangue, o vestido branco encharcado, o olhar de despedida. Eu travei. Meus músculos ficaram rígidos como ferro. A culpa subiu pela minha garganta, amarga e sufocante. — Eu não posso... — sussurrei, a voz saindo como um rosnado de dor. — Eu não posso fazer isso com você. Alana me encarou, e a mágoa nos olhos castanhos dela foi profunda. Ela soltou o meu cabelo e tentou me empurrar com as duas mãos, o peito subindo e descendo com força contra o meu. — Então sai de cima de mim, Arthur! — ela

