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Domínio Volkov

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Sinopse

Em Moscou, onde o inverno congela a alma e o poder sangra em silêncio, um nome comanda o medo: Konstantin Volkov. Bilionário. Psicopata. O supremo da Bratva.Ninguém ousa desafiá-lo. Ninguém respira sem sua permissão.Criado para ser impiedoso, Konstantin reina com mãos de ferro sobre impérios legais e ilegais — enquanto esconde a monstruosidade por trás de ternos impecáveis e eventos de caridade. Ele joga com vidas como peças em um tabuleiro de xadrez… e sempre dá xeque-mate.Mas ele ainda não conhece Anya.Órfã. Invisível. Ferida.Ela sobrevive à sombra de um lar que nunca foi seguro — prisioneira nas mãos do próprio tio. Frágil por fora, Anya é feita de uma força que o mundo ainda não viu.E que o Lobo jamais imaginou encontrar.Quando os caminhos deles se cruzam — por acidente, ou por destino —, começa um jogo silencioso, sombrio e inevitável. Ela é tudo o que ele despreza: pureza, inocência, luz.Ele é tudo o que ela teme: poder, controle… escuridão.Mas o problema de brincar com monstros é que, uma vez tocada, a alma nunca mais volta a ser a mesma.No império Volkov, amor não é redenção. É domínio.E o preço da liberdade… pode ser o coração.

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Capítulo 1 — Uma Flor Entre Espinhos
O céu ainda estava escuro quando Anya abriu os olhos, despertada pelo alarme baixo do celular. Eram pouco mais de cinco da manhã, e o quarto gelado cheirava a flores secas e sabão. Por um momento ficou deitada, olhando o teto, tentando reunir coragem para levantar. Mas sabia que não podia se atrasar — não hoje, nem nunca. Jogou os pés no chão e caminhou descalça até o banheiro. Fechou a porta com cuidado para não acordar o tio e girou a chave. A água do chuveiro caiu fria, fazendo sua pele arrepiar. Tomou banho rápido e silencioso, esfregando com força o sabonete nas marcas roxas que a camisola não escondia. Depois, na frente do espelho, secou o cabelo, prendeu-o num r**o de cavalo baixo e pegou a pequena nécessaire. Ali, estavam os corretivos e pós que Katya havia lhe dado, com um sussurro cúmplice: > “Pra disfarçar. Ninguém precisa saber.” Com dedos firmes, Anya cobriu as manchas arroxeadas no pescoço e nas maçãs do rosto. Passou um pouco de blush para dar cor às bochechas e um batom clarinho para não parecer tão pálida. Quando terminou, ainda parecia frágil — mas pelo menos não parecia machucada. Na cozinha, a lâmpada amarelada balançava levemente com a brisa que vinha da janela m*l vedada. Ela colocou a chaleira no fogo, preparou chá preto e cortou algumas fatias de pão para si e para o tio. Ele apareceu na porta já vestido para o trabalho, usando a mesma jaqueta preta de sempre, com um coldre escondido debaixo. A arma nunca saía dele. Quando a olhou, sorriu com aquela gentileza falsa que a fazia gelar por dentro. — Bom dia, minha menina. Já de pé? — disse ele, a voz doce demais para ser honesta. — Bom dia… — respondeu ela, mantendo os olhos na caneca. Sentaram-se à mesa em silêncio. Ele comentou sobre o frio, sobre as ruas, como se nada tivesse acontecido na noite anterior — como se as p************s e o tapa que a jogara no chão fossem apenas um sonho r**m. Ela assentia, respondendo com monossílabos, rezando para que ele saísse logo. Quando terminou de tomar o chá, ele se levantou, ajustou a jaqueta e deixou a caneca na pia. — Não faça besteiras, ouviu? Eu volto tarde hoje. Tem… trabalho extra na boate. — falou, piscando para ela como se fosse uma piada. Ela apenas sorriu fraco e acenou. Quando finalmente ficou sozinha, lavou a louça, pegou a bolsa e saiu. O ar frio da manhã queimava o rosto e fazia seus olhos lacrimejarem. Mas andar pelas ruas, mesmo com neve, era melhor do que ficar naquela casa. --- A confeitaria ficava no centro de Moscou, um cantinho quente e cheiroso com vitrine de doces coloridos. Assim que abriu a porta, Katya correu até ela. — Anya! — disse a moça ruiva, que usava um coque bagunçado e um sorriso largo. — Até que enfim! Já achei que ia se atrasar hoje! Anya sorriu de verdade dessa vez. — Bom dia, Katya. Não, não me atraso. Prometi a você, lembra? — disse, pendurando o casaco e pegando o avental. Katya riu e ajeitou o laço do uniforme dela. — Isso mesmo. Eu que te arrumei esse emprego, então não vou deixar você me queimar. — piscou. Anya sorriu de novo, mais tranquila. Sabia que Katya era sua única amiga — a única pessoa no mundo em quem podia confiar. Foi ela quem a tirou do vazio de casa e a colocou atrás do balcão cheio de éclairs e tortas. — Hoje está bem movimentado. Se precisar, grita. — avisou Katya, voltando para a caixa. Anya se concentrou nas vitrines, colocando macarons em fileiras perfeitas, ajeitando bolos de morango, polvilhando açúcar de confeiteiro sobre as tortas. Os clientes iam e vinham. Alguns reparavam no seu sorriso doce, mas ninguém nunca reparava nos olhos cansados por trás. E assim passou o dia: entre atendimentos, risadinhas com Katya, chá quente nos intervalos e sonhos escondidos no peito. Quando o expediente acabou, Katya a acompanhou até a porta. — Amanhã mais um dia, hein? — disse a ruiva, ajeitando o cachecol dela. — E olha… qualquer coisa, me liga, tá? Não fica sozinha. Anya assentiu, tentando segurar a emoção que sempre surgia nessas despedidas. — Obrigada por tudo, Katya. Boa noite. — Boa noite, minha flor. --- De volta em casa, a luz da cozinha estava apagada. O tio ainda não tinha voltado. Ela se permitiu um longo suspiro de alívio antes de seguir para o quarto. Sentada na cama, abriu seu caderninho, rabiscou flores, escreveu “um dia vou embora”, fechou e guardou debaixo do travesseiro. Pela janela, a neve ainda caía. E no silêncio do quarto, ela desejou — como fazia toda noite — que alguém a visse. Verdadeiramente. --- O relógio do criado-mudo marcava quase duas da manhã quando o som de passos pesados ecoou pelo corredor. Anya já não dormia. Nunca conseguia, não enquanto ele não estivesse de volta. Ficava deitada, imóvel, com os olhos abertos na escuridão, ouvindo cada barulho da casa como se pudesse prever o próximo desastre. A porta da frente se abriu com força, batendo na parede. Depois vieram as risadas abafadas, e um palavrão murmurado. O tio entrou cambaleando na cozinha, esbarrando nas cadeiras, e o cheiro de vodka e cigarro tomou conta da casa. Anya prendeu a respiração. Talvez ele fosse direto para o quarto. Talvez ela tivesse sorte dessa vez. Mas não teve. A maçaneta do quarto girou devagar antes de a porta se abrir abruptamente, revelando a silhueta dele à luz do corredor. Mesmo bêbado, os olhos estavam frios — um contraste perturbador com o sorriso forçado. — Anya… minha menina — disse, a voz arrastada. — Ainda acordada? Que educada… esperando eu chegar. Ela sentou-se na cama, puxando a manta até a cintura. — Eu… só não estava com sono. Ele riu, um som curto e amargo, e deu dois passos para dentro, fechando a porta atrás de si. — Sabe… você me dá orgulho quando se comporta. Quando não me faz passar vergonha lá fora. Quando fica caladinha, bonitinha… — aproximou-se, apoiando as mãos nos joelhos dela. O cheiro dele era insuportável. Anya tentou recuar, mas a mão dele já agarrava seu braço com força. — Mas aí… — continuou ele, a voz ficando mais baixa e ameaçadora — eu lembro daquela sua carinha me olhando torto às vezes… acha que eu não vejo? Hein? — Eu… eu não… — tentou explicar, mas a palma dele já veio rápida contra a bochecha dela, fazendo-a cair para o lado. O impacto a deixou atordoada. Ela sentiu o gosto metálico de sangue na boca. — Você é minha responsabilidade. Eu trabalho naquela maldita casa pra te dar teto e comida. Não me faça perder a paciência, Anya. — disse ele, a respiração quente contra o rosto dela. Ela assentiu, encolhida, tentando conter as lágrimas. Mas ele não se contentou com isso. Segurou-a pelos cabelos, puxando-a para cima, e atirou-a contra a parede. Um quadro caiu com o impacto. — Lembra disso, menina ingrata! — gritou, antes de empurrá-la de volta à cama. Os olhos dele estavam injetados, mas já começavam a pesar de sono. Resmungando palavrões, ele finalmente se afastou, tropeçou na porta e saiu, batendo-a atrás de si. Anya ficou no chão por um tempo, sentindo os ossos latejarem. O braço doía, o rosto queimava, mas mais do que tudo doía por dentro — aquela sensação esmagadora de que ela era nada. Só nada. Quando teve forças, engatinhou até a cama, deitou-se e puxou a manta até o queixo. Os olhos ardiam, mas ela prometeu a si mesma que não choraria alto. Ele não merecia ouvir. E assim ficou, olhando para a janela, vendo a neve continuar a cair. E se perguntando — mais uma vez — se um dia alguém a tiraria dali. ---

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