O silêncio na sala ainda era denso, mas não desconfortável. Konstantin se recostou no sofá, os olhos fixos nela com aquele olhar que parecia atravessar até a alma. Anya baixou os olhos por um instante, tentando encontrar palavras para quebrar a tensão, mas ele falou primeiro, a voz baixa e firme: — Você sempre foi tão… obediente? Ela piscou, surpresa com a pergunta, mas respondeu com sinceridade: — Não sei. Acho que… não gosto de confusão. Os lábios dele curvaram-se num sorriso quase imperceptível, embora os olhos continuassem frios. — Isso é bom. Mas cuidado. Às vezes, quem não gosta de confusão acaba sendo engolido por ela do mesmo jeito. Anya engoliu em seco, sentindo o peso das palavras dele. Ela abriu a boca para dizer algo, mas antes que pudesse, Konstantin se inclinou para fre

