O sol morno da manhã iluminava os canteiros do jardim quando Anya decidiu caminhar um pouco. Precisava respirar, afastar as sombras persistentes que às vezes surgiam mesmo nos momentos calmos. Vestia um vestido leve, os cabelos soltos e o olhar sereno — até ouvir passos no cascalho atrás de si. Ela se virou devagar, e o coração disparou ao reconhecer Masha. A mulher vinha caminhando com aquele ar altivo, os longos cabelos presos num r**o de cavalo apertado, as roupas de montaria impecáveis. Provavelmente estava de volta do estábulo, onde ainda trabalhava cuidando dos cavalos. — Então é verdade — disse Masha, cruzando os braços. — Você se mudou de vez pra mansão. Anya assentiu, tentando manter a neutralidade no rosto. Mas o desconforto já se instalava no estômago. — Estou ajudando Irina

