O carro preto cruzou os portões da mansão com suavidade, e Anya desceu com a mala em mãos. O sol se punha devagar no horizonte de Moscou, tingindo o céu com tons alaranjados e dourados. O jardim estava calmo, o ar fresco de fim de tarde acariciava sua pele. Assim que entrou pela porta da frente, Irina apareceu no corredor com um sorriso acolhedor. — Anya! Que bom que voltou. Eu estava pensando em preparar um quarto pra você lá no segundo andar. Um espaço só seu, com uma cama confortável, livros, talvez algumas flores… Anya sorriu, tocada pelo carinho. — Isso seria lindo, Irina. Obrigada. Mas antes que pudesse responder com mais detalhes, passos firmes ecoaram no hall. Konstantin surgiu no alto da escada, já sem o paletó, a gravata frouxa no pescoço e a expressão impassível, porém ate

