Pré-visualização gratuita O início
Adulam-te como um deus ou um d***o! Choramingam diante de ti como diante de um deus ou de um d***o. Que importa? São aduladores e chorões, nada mais que isso.
[ Friedrich Nietzsche ]
Esse breve, mas profundo livro é a história da minha vida... Sou Selene White, princesa da vila interiorana do sudeste, tenho imensos cabelos castanhos e olhos de mesma cor, nunca fui muito alta também, sou o que chamam de guerreira. Me falta um pouco da sutileza de uma dama e acreditem sou lembrada disso a cada segundo do meu dia. Mas antes de eu lhe contar sobre mim, permita-me lhe contar sobre minha vila de origem.
Vim do interior, uma pequena e humilde vila que não passava de seus 500 habitantes. Você deve imaginar que era uma vila quase insignificante e não estaria errado por pensar dessa forma, já que seria o normal. Mas existe o agravante, nossas terras ficavam bem diante de um lago com água cristalina, tão cristalina que você poderia ver o fundo e os peixes dali.
E você está lendo agora e dizendo: O que há demais em um mísero lago?
Eu lhe respondo: Nossas águas eram tão puras que eram capazes de curar e rejuvenescer quem nelas entravam.
Era nosso segredo, você imagina o que aconteceria se descobrissem sobre nosso segredo? Acabariam com a pureza e o lago sumiria... As águas do lago são o que acima de tudo mantém meu povo vivo.
Os tempos eram ainda piores, as guerras entre o céu e o inferno estavam intensas e cada vez mais devastadoras. Povoados morriam aos montes. Só existia um jeito de ser protegido de toda aquela guerra que um único anjo havia causado... Escolher um lado.
Os anjos eram petulantes e arrogantes, todos eram sujos e impuros para eles.
Os demônios eram arrogantes, mas diferente dos anjos, ele não ligavam para a existência humana, muito pelo contrário muitos deles até viam certa utilidade nos mortais.
Esse era o ponto, humanos são indefesos perante a todos esses poderes, então a escolha era clara.
Foi então que tudo foi decidido, nossa pequena vila seria aliada dos demônios na guerra, em troca de proteção dariamos acesso as águas puras, ou cristalina como chamávamos internamente.
Por mais que o trato estivesse feito, ele precisava ser selado... E foi ai que tudo começou.
O líder da vila que também era meu pai, se aproximava do mural com um papel, as pessoas se amontoavam aos montes para bisbilhotar o papel que estava sendo preso.
Agarrei a barra do vestido e segui o grupo de pessoas.
Eram muitos ali acumulados, eu nem era capaz de ver o papel.
– O que diz? - Toquei com o indicador o homem a minha frente.
– Senhorita Selene... - Ele se inclinou de forma respeitosa. - Diz que o líder decidiu como selar o contrato com o Lord Demônio. Ele precisa que alguma moça da vila seja voluntária para se casar com o Lord, que entre para o harém dele.
Ergui as sobrancelhas surpresa. Agarrei a barra do vestido outra vez e me aproximei do mural, entre as pessoa.
Havia uma lista de requisitos para ser a escolhida, mas o mais surpreendente era que havia a pintura imponente do Lord Demônio.
Um arrepio me percorreu aos meus olhos alcançarem a obra. Me era familiar, era um rosto um tanto quanto... Reconfortante, mesmo com a pose firme.
Não demorou muito para eu me lembrar de onde aquele rosto me era familiar.
Há alguns anos atrás, em meio as minhas molecagens me afastei da vila em busca de trazer flores exóticas, jamais imaginei que havia um campo de guerra tão próximo.
Então eu espiava o campo de batalha, era uma cena horrível, mas mesmo que meu coração mandasse eu ir embora, meu corpo insistia em ficar parado.
– O que é você? - Um homem em trajes brancos apontou sua espada em direção ao meu peito.
Eu estava em choque, desesperada pelas cenas recém assistidas e ainda mais paralisada por ter um espada apontada em minha direção.
– Você é uma espiã deles? Usam humanos agora? - Disse entre os dentes de forma claramente agressiva.
– Não fuja quanto estiver lutando comigo. - A voz imponente e forte como um trovão disse, seguida de um som ensurdecedor dos metais colidindo.
As espadas bateram uma contra a outra, o homem havia batido na espada clara a afastando de mim.
As costas cobertas por uma grande capa n***a, com os ombros revestidos de um tecido peludo como pele de um animal feroz, tamparam a minha visão do homem de branco.
Os cabelos negros como a noite, a voz firme com um trovão, a presença dele era como uma tempestade.
A cabeça foi virada em minha direção sobre o ombro. - Sai daqui.
Eu estava em choque pela terceira vez, aquele homem era sem dúvidas uma das coisas mais lindas que havia sido capaz de ver.
Os fios escuros sobre uma pele branca como mármore, os traços finos e cílios longos, com um olhar vermelho como fogo. Todos sabiam que aqueles olhos significavam ali... Demônios.
– Não fique parada garota. Se mova, está esperando que eu lhe carregue? - Disse lentamente se virando em minha direção. - Não se preocupe, ele fugiu quando me viu.
– O-obrigada. - Minha voz saiu trêmula, era muita coisa para digerir e a presença dele esmagadora não ajudava.
– Não me agradeça. - Ele se abaixou pegando minha cesta de flores que havia caído, gentilmente pegou uma das flores vermelhas que havia na cesta. - Pegarei isso como pagamento.
Assenti de imediato.
– Sua dívida comigo está paga. Agora fuja. Corra o máximo que conseguir e jamais olhe para trás outra vez. - Disse entregando a cesta para mim.
– O-obrigada. - Peguei a cesta nos braços, me inclinei um par de vezes e corri, segurando o vestido com a mão disponível.
Eu olhei para trás naquele dia, mas ele já não estava mais lá.
Era como se eu no auge da minha imaturidade tivesse me apaixonado a primeira vista.
Suspirei, caminhava para a casa com aquela lembrança outra vez em mente.
Eu estava apaixonada por um homem que vi por menos tempo que uma brisa passa por entre meus cabelos.
Essa poderia ser a minha chance de ficar ao lado dele...
Dei meia volta, voltando em direção ao mural para ler os requisitos.
Lá estava, eram os requisitos:
~ Ser uma mulher corajosa.
~ Ter boa etiqueta.
~ Não ser religiosa.
~ Se casar por livre espontânea vontade.
Era simples, eu me encaixava em todas, mas claramente eu não era a única a ter essa intenção. Podia ver ali perto um grupo de meninas ansiosas conversando.
– Ser esposa do Lord, riquezas infinitas, além de ser casada com o homem mais belo entre os sete continentes. - Uma dela dizia animada.
– Mas será um harém, precisa se destacar entre as outras. - A outra dizia com certo desânimo.
– Fora que devem ser mulheres lindas. - A de cabelos escuros disse para as outras.
Todas verdades, era algo a se pensar...
Caminhei em direção a casa refletindo sobre aqueles comentários que haviam sido feitos.
Abri a porta com cuidado, a fechando em seguida, deixei meu longo suspiro escapar.
– Olá querida. Chegou tarde, estava treinando com a espada outra vez? - Minha mãe dizia animada secando as mãos contra a saia.
– Não, hoje eu não treinei. Fui conhecer o noivo da filha do peixeiro. - Segurei a barra do vestido.
– Que bom que você chegou. - Meu pai descia apressado as escadas. - Soube das novidades?
– Sobre nossa aliança? - Puxei a cadeira de madeira me sentando diante da mesa.
– Sim, eu e sua mãe achamos que você precisa se casar, sua idade vai passar e ainda estará solteira... Como sou líder da vila seria mais fácil ainda se você se voluntariasse pelo bem do vilarejo. - Disse apoiando as mãos na mesa.
Era a chance, estava sendo jogada em meu colo, sem que eu tivesse tempo de pensar sobre.
– Claro, para o bem do vilarejo faço qualquer coisa. - Dei um sorriso gentil.
– Ótimo! Imagina um herdeiro filho do Lord Demônio? Estaremos a salvo para sempre. - O líder disse animado juntando as mãos diante do corpo.
Minha mãe franzia o cenho em minha direção.
– Que foi? - Olhei confusa para ela.
– Você aceitou muito facilmente ser mais uma peça de um harém. - Cruzou os braços diante dos s***s. - Está aprontando.
– Eu? - Apontei para o tórax. - Você desconfia da sua própria filha?
– Desconfio. - Riu com ternura me olhando. - Espero que saiba o que faz.
– Claro que eu sei. Quem não quer o Lord Demônio nos braços? - Me levantei animada segurando as mãos dela. - Logo me verá ser carregada, pelo homem mais poderosos entre os continentes.
Como dito, foi feito. Mesmo com a relutância de dezenas de mulheres da vila, eu fui a escolhida ou favorecida a me casar.
Cerca de quinze soldados do Lord vieram me buscar, fui escoltada e levada até um complexo de palácios.
No centro havia um imenso palácio e em círculo ao seu redor, palácios menores, grandes, mas menores que o central.
Fui instruída de que cada pequeno palácio era de uma esposa e esposo do Lord cada palácio de acordo com sua chegada ao palácio.
O primeiro era de Anna, a primeira esposa do Lord, ela não se misturava, era rude com todos menos com o Lord, com ele era uma doçura de pessoa.
O segundo era de Aslan, o único homem do harém, por essa razão andava com Anna, ambos se sentia especiais ali e de fato eram...
O terceiro era o de Beast, durona e terrivelmente ranzinza, só sabia reclamar e gritar com todos. Cuidava dos animais dele sempre que podia para o agradar.
O quarto de Irene, cantora, um poço de doçura e gentileza, foi a primeira a vir me cumprimentar e conversar. Contagiante carisma e simpatia.
O quinto era de Paula, sempre submissa e extremamente tranquila, m*l ouvíamos a sua voz. Mas ela era especial, de todas as mulheres do harém, ela era a única que foi escolhida por ele. Era uma serva, que o Lord não pode evitar se apaixonar por sua beleza e delicadeza.
E o sexto que era o meu e o último palácio, o que indicava claramente que eu era o última esposa que ele teria.
Cada um de nós tinha seu próprio palácio, seus próprios empregados, todas as jóias e roupas que fossem possíveis de serem vestidas. A comida era a melhor e mais fresca, seguranças para todos os lados.
Mas aquilo não importava para mim. Eu queria ele, já faziam duas semanas que pertencia a seu harém e ele nem se quer deu as caras no meu palácio. Não tive nem a oportunidade de ver o rosto dele, me aproximar, ou me apresentar.
Suspirava de frustração. Bebia meu chá em uma das varandas do palácio olhando em direção ao dele.
– Algo lhe incomoda Lady Selene? - Minha dama dizia preocupada.
– Mey, eu não deveria me casar com o Lord ou algo assim? Estou aqui há semanas e nem sinal dele aparecer. - Apoiei a xícara irritada ao pires.
– O senhor é um homem ocupado, em tempos de guerra então ele não para. - Disse a ruiva tentando me reconfortar.
– Que desculpa horrível... Ele está indo no quarto das outras. Fico esperando todos os dias como uma i****a por ele. - Me levantei irritada. - Ele deveria me conhecer antes de me odiar.
– Não diga isso de vosso marido. - Dama me seguia.
– Não vou mais esperar por ele. Já que vou viver aqui, farei o que eu quiser. - Puxei os longos brincos, segui até a caixa de jóias, coloquei dentro dela e a fechei.
Um soldado passava pela porta fazendo sua ronda.
– Hey! Você ai. - Peguei a caixa com dificuldade. - Leve isso para minha vila. Diga que mandei como presente.
O soldado assentiu e se retirou com a caixa.
– Lady Selene... - A ruiva dizia em pânico.
– Se acalme, o general disse que eu posso fazer o que eu quiser no meu palácio. - Soltei o espartilho enchendo os pulmões. - Peça para que montem um campo de treinamento, quero treinar espada.
Não havia o que fazer, só aceitar.
Havia tirado todas as decorações do vestido e começado a usar sapatilhas, invés das botas de salto.
Seguia pelo imenso corredor aberto que levava do meu palácio ao dele. Adorava aquele lugar, a distância entre meu palácio e o dele era preenchida por uma imensa área de grama.
– Se é meu... Posso plantar aqui? Ter um imenso jardim de flores? - Olhei animada para a dama.
– Acredito que sim. Quer que eu chame alguém para plantar? - Perguntou curiosa.
– Eu quero fazer com as minhas próprias mãos. - Falei animada.
– Lady Selene, nosso Lord irá surtar se descobrir que uma das esposas dele, faz trabalhos manuais assim. - Tentou impedir a ruiva sem sucesso.
– Seu Lord não sabe nem que eu existo. Imagina se vai se incomodar com algo tão banal. - Balancei a mão sobre o ombro. - Peça a todos o material necessário.
Depois de receber todo o material necessário, comecei a cavar a grama verde, era tão verde e viva que jamais diriam ser o palácio de um demônio.
Eu me sentia frustrada, não era o meu plano uma vida de luxos e repleta de mordomias, eu queria ele, era a única razão pela qual havia aceitado compor um harém. Mas claramente eu era só a garantia de um acordo.
Me sentei no chão ao cavar, passei as mangas do vestido secando as lágrimas que escorriam por meu rosto.
– Lady? - Uma voz masculina dizia em tom de indignação.
Virei meu rosto em direção a voz, me deparando com o loiro de barba por fazer. Aquele que me foi apresentado como o general Louis do Lord, era um humano por mais estranho que pareça.
– Sim. - Olhei para ele com atenção.
– O que faz aqui? - Desviou do corredor vindo em minha direção.
– Cultivando flores para passar o tempo, já que seu rei não vem me ver. - movi os ombros tentando esconder o tom ríspido.
– Sebastian ficará irritado se ouvir você o chamando de rei. Ele disse que esse título é algo que ele despreza. - Loiro sorriu com as mãos nas costas. - Ainda não veio consumar o casamento de vocês?
– Nem passou perto. Nem meu rosto aquele i****a viu. - Bati a pequena pá com força contra a grama abrindo um buraco.
– Quanta raiva no coração. - Disse brincalhão. - Ouvi boatos de que você treina luta... Pode vir treinar com exército quando quiser.
– Obrigada general. Mas diga-me, o que te traz a esse palácio? - Voltei a cavar.
– Vim a mando do Lord. Ele faz questão de ter todas as esposas na reunião para as estratégias de guerra amanhã. - Louis tinha um sorriso sugestivo nos lábios.
– O QUÊ? - Me levantei apressada batendo as mãos no vestido. - Doei todas as minhas jóias, preciso arrumar novas. - Corri em direção ao palácio ouvindo as gargalhadas do loiro.
(。・ω・。)ノ♡
Ao anoitecer Sebastian caminhava pelos corredores do palácio acompanhado de seu general.
– Os soldados estão feridos, a torre norte foi atacada, por pouco não foi tomada. - Dizia impaciente. - Mesmo com a regeneração de um demônio acredito que precisam de tempo para se recuperar.
Uma música suave adentrava aquele corredor pelo qual estavam diante. Uma voz doce e sútil, acalmava o peito descoordenado dele.
– Acredito que tenha uma... - Sebastian ergueu o indicador para o general pedindo que ele fizesse silêncio.
O som enfraqueceu e sumiu logo em seguida.
– Ouviu essa voz? É como se as flores fossem capazes de cantar. - Olhou com os olhos vermelhos para o corredor.
– Acredito que seja sua nova esposa. - Louis dizia. - Sobre isso eu iria dizer...
– Nova esposa? Do que está dizendo? - Olhou confuso para o general.
– Você nem sabia né? Bom a moça do lago de cura. Ela já chegou a duas semanas my Lord. - Disse cruzando os braços.
– O cristalino... É isso. Mande todos os soldados para a vila dela. - Abanou a mão sobre o ombro. - Diga a esposa nova... Não diga nada. Nos veremos amanhã de qualquer forma.
– Não acredita que deve ir consumar o casamento de vocês? - Perguntou curioso o loiro.
– Vou consumar ele amanhã, depois da reunião. - Cruzou os braços diante do peitoral. - Já prometi para Irene que iria a ver hoje.
– Entendo. Darei as notícias a senhorita. - Louis se inclinou para frente.
– Não diga. Deixa que eu a surpreenda. - Sebastian seguiu seu caminho.
(´∩。• ᵕ •。∩`)
Eu m*l havia dormido de ansiedade para ver o Lord, passei o dia escolhendo o melhor vestido, o mais belo.
Depois de devidamente vestida, eu e as outras amantes e o amante, seguimos em direção a sala de reuniões.
Teríamos que ouvir e prestar atenção em toda a reunião, saber responder qualquer coisa que o Lord pergunte. Algo relativamente fácil. Era uma das únicas obrigações ali.
Depois de todos nós seis devidamente posicionados atrás do trono e ao lado, ele entrou.
Olhou para confirmar que todos estavam ali, mas seus olhos se fixaram em mim, eu podia sentir.
Diferente da vez que o vi em campo de batalha, onde ele parecia um feroz guerreiro, agora ele realmente tinha o caminhar de um fino rei, as roupas antes tão vulgares e fortes agora tinham aparência elegante e nobres, podia ver os longos fios negros e ter o mínimo vislumbre das curvas masculinas. Os boatos não faziam jus a ele, pessoalmente a beleza dele era indescritível, muito mais do que todos aqueles boatos bestas.
Além de parecer um excelente marido, já que todas as amantes e o amante entraram em alvoroço ao ver sua presença, podia se ver os apertos nas saias e o apertar de suas coxas, acompanhados de imensos sorrisos.
Mesmo com todos aqueles olhares sobre ele, o Lord estreitava os olhos em minha direção como se buscasse algo.
– My Lord. - Louis se ajoelhou sobre um dos joelhos diante do trono. - Estamos prontos para dar o início.
– Excelente. - Sebastian se sentou em seu trono.
Todos os generais estavam ali, parados diante de sua hierarquia dentro do exército, os mais importantes na frente.
Eu olhava pacientemente para cada rosto tentando decorar cada um deles Para agradar o Lord quando fosse perguntada... Mas um ali agia de forma diferente, o de cabeça raspada, certa idade, tinha um olhar inquieto, movia as mãos, não permanecia em sua pose de respeito. Suas mãos tocavam a lateral de suas calças em busca de algo.
Não fazia ideia do que era, mas a atitude suspeita dele me deixou terrivelmente atenta.
– Quanto ao ataque na zona norte do continente central, acredito eu... - Antes que a frase fosse finalizada pelo imperador eu pude ver o general de baixo escalão se mover abruptamente com algo prateado em suas mãos, parecia uma lâmina.
Meu corpo agiu antes que eu tivesse conhecimento dos meus atos, havia me jogado nos braços do Lord, usando meu corpo como escudo.
Fechei os olhos assim que senti o conforto de seus braços por aquele breve instante.