Capítulo 16

1100 Palavras
Meses depois Eu estava sentado no escritório do meu advogado, Bernardo, ouvindo atentamente enquanto ele falava sobre um assunto importante. Durante meses, ele investigou minuciosamente a história da adoção de Nicolas, meu filho. Eu e Abigail, sempre nos perguntamos sobre suas origens, pois ele foi adotado quando era apenas um bebê e nunca tivemos informações sobre sua família biológica, só a história que foi contada dele ter sido achado em uma lata de lixo, o que deixou ele muito triste quando soube. Nesse momento ele estava na escola e eu me mudei da casa dos meus pais, como Abigail resolveu me dá uma segunda chance resolvi da privacidade para nós, o Nicolas não gostou muito pois ele gasta dos meus pais por fazerem tudo que ele quer, ele e Abigail são bem próximos, quando vejo eles dois juntos fico pensando em como seria ela com o nosso filho biológico, será onde ele está? Será que está bem? É tantos pensamentos que às vezes nem consigo raciocinar direito. — Ei, Raul, você está aí? — ele toca em meu ombro fazendo eu sair dos meus pensamentos — Estou sim, pode falar.— digo me ajeitando na cadeira, Bernardo olhou para mim com seriedade e começou a contar a história que descobriu sobre Nicolas, e ele só confirmou o que já sabemos que ele foi deixado em um orfanato logo após o nascimento como já sabemos. — Enquanto investigava mais a fundo, encontrei algumas pistas que o levam a acreditar que Nicolas pode ser seu filho biológico.— Bernardo fala e eu fico sem acreditar, como assim meu filho? Será mesmo que o destino iria fazer uma coisa dessa com agente? Pois ele também sabia que eu e Abigail também estávamos procurando por nosso filho biológico. — Você tem certeza do que está dizendo Bernardo? — Sim eu tenho! Mas para sabermos mesmo é melhor fazermos um exame de DNA. — Vamos fazer isso o mais rápido possível, eu preciso saber se isso realmente é verdade, pois tenho que contar para Abigail, hoje mesmo vou passar na clínica com ele e faço o teste de DNA, se der positivo ele é o seu filho com Abigail. As emoções invadiram meu interior. Uma mistura de alegria, surpresa e até mesmo certo sentimento de culpa por não ter percebido antes. Abigail sempre teve um instinto materno e sempre comentava sobre a semelhança de Nicolas comigo assim como os meus pais e algumas outras pessoas, será mesmo que somos pais e filhos. Como eu disse assim que sair do escritório de Bernardo, fui direto para a escola de Nicolas, eu não ia perder nenhum segundo esperando para saber a verdade, chegando lá falo com o porteiro e entro, vou direto para a sala da diretora. — Olá Raul— ela fala simpática por já me conhecer.— veio vê o seu filho? — Olá Margarida, eu vim sim, você pode liberar ele? Precisamos ir ao médico agora. — Claro, posso sim, vou mandar chame ele.— ele liga para alguém e liga e não demora muito meu filho chegou na sala acompanhado de um segurança do local. — Pai porque me tirou da sala? Aconteceu alguma coisa? — ele fala preocupado — Vamos no caminho eu te explico. Saímos da escola depois de me despedir da diretora e já no carro contei para meu filho que estávamos indo em uma clínica fazer um exame, ele ficou me perguntando que tipo de exame era esse, e como eu queria conversar com ele, antes caso desse positivo não falei. Chegando lá fizemos todo o procedimento e o médico de confiança realizou o exame e como eu pedi extrema urgência ficou para ser entregue com dois dias, voltamos pra casa e chegando lá Nicolas subiu para o seu quarto e eu me joguei no sofá e fechei os olhos enquanto afrouxava a gravata em meu pescoço. Pego meu celular e ligo para Abigail que atende no terceiro toque. — Oi Raul — Oi Abigail, onde você está? — Eu estou na casa da Cecília, o Otávio disse que tem notícias do caso do nosso filho. Está tudo bem com você e o Nicolas? Você está com uma voz estranha.— ela fala do outro lado da linha e eu sorriu por ver que ela ainda continua me conhecendo — Sim, eu também acabei descobrindo algumas coisas e queria compartilhar com você. — Vamos fazer assim, eu vou falar aqui com o Otávio e quando terminar eu levo o almoço para nós manter aí pode ser? — Pode sim, estarei te esperando — certo, beijos — beijos. Ela desliga a ligação e eu fico ali pensando em tudo que estava acontecendo até que Nicolas chega até mim com uma cara nada boa. _ Pai — Oi Nicolas — Posso conversar com o senhor um pouco? _ Pode sim é o que?— Ele senta ao meu lado _ Eu ouvir uma conversa no corredor da escola sem querer e fiquei pensando. — Que conversa foi essa? — O senhor me ama? — mais é caro que eu te amo filho — Promete que quando o senhor arrumar uma mulher ou tiver filhos biológico não vão me abandonar?— ele fala com os olhos brilhando por causa das lágrimas e eu fico assustado — Ei meu amor, eu nunca vou fazer isso, independente de tudo você sempre será o meu número 1, fica tranquilo eu te amo e nunca abandonaria um filho meu. — obrigado pai eu também te amo, — Ele se joga em cima de mim e me abraça. Depois que ficamos mais alguns segundos ali naquele abraço, contei para ele que Abigail iria almoçar com a agente, ele ficou super feliz e enquanto aguardavam ele foi jogar videogame no seu quarto e eu fui para o escritório onde comecei a trabalhar para parar de pensar um pouco. Quando faltava vinte minutos para uma hora da tarde, Abigail chegou em minha casa com uma grande sacola nas mãos e um sorriso gigante no rosto, vou até ela depois que ela colocou a sacola no balcão da cozinha e lhe abraço pela cintura juntando os nossos corpos. — Posso saber porque a senhorita está assim tão feliz?— digo deixando um beijo no pescoço dela fazendo a mesma arrepiar como antes — Sim, o Otávio disse que estamos mais perto do que nunca de descobrir o paradeiro do nosso filho.— Ela diz passando os braços pelo meu pescoço — E se eu te dizer que vamos ter essa notícia daqui a dois dias? — O que? Como assim?
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