Capítulo 15

1356 Palavras
Depois que os meninos desceu começamos a conversar enquanto nós servimos até que ouvimos a campainha tocar. — Oxente, você está esperando alguém amor?— Otávio pergunta para Cecília — Não! Eu vou vê quem é.— ela fala se levantando da cadeira e vai até a porta e eu mais Otávio ficamos na mesa conversamos com os meninos quando algo inesperado me chamou a atenção. Abigail, ela estava alí na minha frente mais uma vez, e rapidamente me peguei curioso para saber como ela estava se ainda pensa em mim ou se já casou. — Cecília porque não me falou que tinha visitas? — ela fala desviando o olhar de mim — Desculpa, eu nem me liguei. – Cecília fala meio perdida e antes que eu pudesse dizer alguma coisa os meninos correm até Abigail e abraça ela fazendo ela sorrir para ele. E eu fico todo bobo vendo o jeito que ela sorria com carinho para os meninos. — Tia Abigail, você trouxe bolo?— meu filho pergunta — Não querido me desculpe! Eu vim aqui falar com a Cecília e não passei na confeitaria, mais prometo que dá outra vez eu trago pra você e o Angel — Tá bom. — Meninos pronto, vão terminar de jantar se não a comida vai esfriar — Cecília fala — Tá bom.— os meninos vão para a mesa e eu ando em direção a Abigail que já estava saindo pela porta, eu seguro em seu braço delicadamente para não machucá-la impedindo dela ir embora, eu não podia deixar ela ir embora sem agente conversar. — Me solta Raul. — Não Abigail, precisamos conversar — Eu não quero ter essa conversa com você agora, então por favor me deixa ir. – ela fala com os olhos lacrimejando e isso só me fez confirmar que ela ainda sente algo por mim. — Por favor Abigail, a gente precisa disso , você sabe disso.— Digo e ela fica pensando um pouco, eu insisti porque tinha a sensação de que poderíamos relembrar memórias agradáveis juntos. Ela, no entanto, relutou um pouco. Acredito que havia algum ressentimento ou mágoa guardada, mas minha intuição me dizia que poderíamos resolver isso. Insisti com Abigail, explicando que estava sinceramente interessado em saber como ela estava e em colocar em dia nossas experiências desde a última vez que nos vimos. Aos poucos, suas resistências foram diminuindo e ela cedeu ao convite. Saímos da casa de Cecília e Otávio e sentamos em um canto tranquilo no jardim, longe das conversas e risadas daqueles que nos cercavam. Abigail tinha um olhar nostálgico e triste, mas também carregava uma pitada de curiosidade. Durante a conversa, percebi que Abigail estava guardando algumas mágoas do passado, coisas que eu poderia não compreender completamente. Eu a ouvi atentamente, sem julgamentos, e expressei meu sincero arrependimento por qualquer coisa que tenha causado dor a ela, mesmo eu não sabendo do que Otávio falou. Aos poucos, a tensão foi se dissipando e o clima entre nós se tornou mais leve. Com o passar das horas, a saudade que eu sentia se transformou em gratidão por ter tido a oportunidade de reencontrar Abigail mais uma vez. Nossos corações estavam mais leves, mas mesmo assim precisávamos falar sobre algo bem importante. — Então Abigail eu quero te dizer uma coisa e perguntar outra.— falo e vejo ela ficar um pouco tensa — O que você quer saber? — Me desculpa pelo que vou te dizer, mais desde que eu voltei para cá eu pedi para que um detetive particular investigasse o seu paradeiro e depois que te vi naquele dia no shopping foi aí que eu quis saber onde você estava para te perguntar porque você terminou comigo, ainda mais daquele jeito, mesmo depois deu te dizer que te amava e que iria voltar para te buscar, e também quero saber porque nunca me disse que tivemos um filho.— Falo tudo de uma vez e ela arregala os olhos surpresa com o que descobrir e ficou calada por alguns segundos. — Por favor Abigail eu preciso saber o que aconteceu, eu preciso viver a minha vida assim como você.— digo para ela — Que vida Raul?Qual vida eu tenho? Você não tem ideia do que eu passei durante esses anos, a minha vida foi miserável, depois que eu recebi o vídeo de você me traindo com outra garota eu fiquei arrasada e vi que o papai estava certo em dizer que a gente não daria certo juntos.— Ela fala com lágrimas caindo dos olhos.— quando eu descobri que estava grávida você não falou mais comigo, eu esperei uma duas, três, um mês e nada, só recebi o maldito vídeo, e como eu não teria coragem de falar eu mandei a mensagem. — Mais de que vídeo você está falando? Eu nunca te trair .— falo o mais sério possível para ela acreditar em mim, então era disso que o Otávio estava falando, mas eu não fiz isso eu nunca trairia o amor da minha vida.— Você precisa acreditar em mim Abigail eu jamais faria uma coisa dessa com você, eu não falei com você nem ninguém porque eu perdi o meu celular e não tinha como comprar outro, mas quando comprei eu sempre escrevi para você.— Mostro para ela os email no meu celular que nunca apaguei. — Eu sei, agora eu sei que você não me trairia, mas antes eu achei que era verdade, eu não recebi nenhum email seu porque o papai me deu um novo celular pois o meu caiu dentro da piscina.— ela chora — Como assim? Agora sabe? — Eu descobri a alguns dias atrás que o vídeo que eu recebi foi o meu pai que manipulou para que nós dois terminasse e eu acabei fazendo o que ele queira, ao invés dele ficar feliz ele também fez algo terrível com o nosso filho.— Diz ela chorando — O que ele fez Abigail? — Ele disse que nosso filho nasceu morto, eu passei anos em depressão, sofrendo a morte do meu filho mas na verdade o meu pai colocou ele em um orfanato.— Não aguentando vê o sofrimento dela eu puxo ela para um abraço e ela corresponde chorando e eu me seguro para não chorar também, como ele foi capaz de fazer uma coisa dessa, um pai fazer a filha sofrer tanto assim!. Ela me conta tudo que o pai dela fez, e o quanto ela sofreu por achar que nosso filho estava morto, ela disse que veio aqui na casa de Cecília para dizer até o advogado que ela contratou que ele teve sucesso e disse que sabe onde o filho dela está, pois encontrou Alberto o médico que estava envolvido com o pai dela e colocou ele na cadeia. Depois que ela estava mais calma eu limpei suas lágrimas. — Abigail você não está mais sozinha, eu estou aqui e vamos conseguir recuperar o nosso filho. — obrigada por ter voltado para mim. — Eu nunca fui embora, você sempre esteve no meu coração. – Digo. – eu sempre te amei e irei amar para sempre. — Eu também te amo.— ela desse, aproveitamos o momento e ela me disse que não ficou com mais ninguém e eu acabei contando tudo que aconteceu comigo também , principalmente sobre a adoção de Nicolas que me ajudou muito para eu tomar um novo rumo na minha vida. — Abigail agora eu estou aqui, pelo que eu vi você também gosta do meu filho.— Dou um sorriso enquanto continuou segurando em sua mão.— Estamos sozinhos, ainda nos amamos, temos que encontrar o nosso filho, o que você acha de darmos uma segunda chance? — falo com expectativa e ao mesmo tempo nervosismo, mais ao contrário do que eu pensei ela acabou aceitando. — Sim eu aceito.— ela fala sorrindo e nós abraçamos. — Dessa vez vamos conseguir viver felizes e sem ninguém para nos atrapalhar. — Eu te amo Raul — Também te amo Abigail.— ficamos ali abraçados com os olhos fechados.
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