Capítulo 14

1029 Palavras
Raul Hoje era o dia que meu filho disse que iria se encontrar com angel e ele disse que os pais dele nos convidou para jantar lá e como eu queria conhecer a família que meu filho estava se envolvendo eu aceitei. — Raul você vai sair?— perguntou minha mãe quando me viu chegar na sala colocando meu relógio no pulso. — Vou sim mãe, vou jantar com os pais do amigo do Nicolas, inclusive já estou atrasado. — Tudo bem então, tenha cuidado no caminho. — Tenho sim mãe, tchau.— Deixo um beijo em sua testa e saiu de casa pego meu carro e dou partida para o endereço que eu recebi, o caminho até lá eu estava com uma sensação estranha, como se fosse acontecer alguma coisa, eu só espero que seja algo bom. Assim que chego lá estaciono o carro e caminho até a porta, toco a campanhia e não demora muito a porta é aberta por um garotinho. — Oie — Oiê, você deve ser o Angel certo? — Sim sou eu, você é o pai do Nicolas? — Sou sim — entre.— Ele da passagem para eu entrar e quando faço isso escuto uma voz que é bem famerizada por mim e ligo pude confirmar a minha teoria, era ele, Otávio o meu melhor amigo a dez anos atrás, e agora a história se repete, os nossos filhos também são amigos. Meu coração estava cheio de nervosismo e expectativa. Eu sabia que tinha muito o que explicar e desculpar-me. Então, com coragem, comecei a falar quando ele não disse nada e Cecília também acabou de chegar na sala de estar. — Boa noite Cecília, Otávio. — Eu jurava que você não lembrava do meu nome.— Otávio diz sarcástico — Filho vá ficar com o Nicolas daqui a pouco eu chamo vocês para jantarmos. — Tá bom mãe.— Angel subiu as escadas correndo e ficamos só nos três e como eu sabia que tinha até me explicar faltei. —Eu sei que errei, Cecília, Otávio. Peço desculpas por não ter entrado em contato com vocês todos esses anos. Não foi por falta de interesse ou carinho, garanto. Na verdade, perdi meu celular naquela época e não tinha dinheiro para comprar outro, eu tinha recém chegado na cidade estava começando a me reerguer. — fala sério Raul, e quando você comprou porque não tentou entrar em contato? — Eu tentei, mais não consegui, única pessoa que eu sempre mandava emeil e mensagens foi para a Cecília, mais infelizmente ela não me respondia só me respondeu quando mandou uma mensagem terminando comigo.— dou um sorriso amargo por lembrar desse episódio. Cecília, com uma expressão surpresa, olhou para mim, aguardando explicações mais detalhadas e também pude vê em seu rosto que ela sabia de algo a mais que eu sabia, já Otávio permaneceu calmo, mas seus olhos mostravam que ele também queria esclarecimentos, ele não acreditou no que eu disse. — Eu sei que parece uma desculpa esfarrapada, mas é a pura verdade. Sempre mantive contato com Abigail, mandando mensagens sempre que possível mais eu não tinha retorno e eu posso provar , pois não apaguei nenhuma. E isso me incomodou muito durante todos esses anos eu sofri com o término e por não ter notícias de vocês que eram os meus melhores amigos. As palavras saíam com dificuldade, mas eu precisava mostrar a eles o quanto lamentava pelo ocorrido. Cecília enxugou uma lágrima silenciosa e veio me abraçar, retribuí o abraço enquanto Otávio continuava me olhando. — Sinto muito por não ter estado presente no início do relacionamento de vocês, o Angel é lindo assim como você Cecília.— digo enquanto ela ainda estava abraçada comigo. — Que bom que você está aqui, temos muito que conversar e só pra você saber eu sempre confie em você e te defendi, mais isso vamos deixar par conversar em outra hora. — Obrigado Cecília pelo apoio e por confiar em mim.— Olhei diretamente nos olhos de Cecília e Otávio, implorando por compreensão. Otávio permaneceu em silêncio por um momento, absorvendo minhas palavras.Finalmente, Otávio deu um suspiro profundo e começou a falar. — Raul, nós entendemos suas dificuldades, mas também tivemos as nossas. Foi difícil conviver esse tempo todo sem saber notícias suas e principalmente o que vc fez com Abigail, ela sofreu muito e nsbta bom. — O que como assim? O que eu fiz com ela? — Eu não vou entrar nesse assunto, com certeza quando você falar com ela saberá não é amor?— Ele pergunta para Cecília que assentiu. — Tudo bem, espero conseguir essa oportunidade de falar com ela. — E você vai. E com essas palavras me encheram de esperança e, ao mesmo tempo, de culpa. Eu senti que desperdicei uma parte importante da vida ao lado das pessoas que eu mas amo nessa vida. — Eu não posso mudar o passado, mas prometo que a partir de agora vou estar presente na vida de vocês, eu mostrar que seja lá o que vocês pensam que eu fiz estão errados, eu nunca faria algo de r**m para Abigail. A ternura nos olhos de Cecília e Otávio me mostrou que eles acreditavam em mim. Eles sabiam que eu estava arrependido e determinado a fazer melhor do que eu já era. — Tudo bem, vou te dá mas um voto de confiança, espero que você não me faça eu me arrepender, vamos recomeçar a nossa amizade.— sugeriu Otávio com um sorriso tímido.— Angel vai ficar muito feliz em te conhecer como tio, ainda mas você sendo o pai do amigo dele. Com os corações mais leves, sabíamos que ainda tínhamos muito a resolver, mas estávamos dispostos a enfrentar esses desafios juntos. Eu finalmente estava tomando as rédeas da minha vida e prontos para eternizar um novo capítulo em minha história, Cecília chamou os meninos para jantar e fomos todos para sala de jantar, lá eu senti uma onda de saudade inundar meu coração. Já fazia algum tempo desde a última vez que nos reunimos assim, Abracei Otávio calorosamente, feliz por estar ali e ele sorriu para mim.
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