Capítulo 13

1684 Palavras
Abigail Eu estava em casa, fazendo minhas atividades diárias quando o telefone tocou. Quando peguei para atender, era minha mãe do outro lado da linha. — Oi mãe. — Oi, minha filha.— Ela fala e eu pude ouvir a preocupação em sua voz. — Aconteceu alguma coisa mãe? — Sim, seu pai está doente.— ela fala chorosa e me contou que meu pai estava internado no hospital da cidade em estado grave e que ele queria me ver. Nessa hora meu coração disparou instantaneamente. Eu sabia que meu relacionamento com meu pai nunca tinha sido perfeito, mas ele ainda era meu pai, e a notícia me abalou profundamente. Perguntei à minha mãe qual era o motivo da internação, mas ela não soube me dar muitos detalhes. Ela apenas disse que a situação era séria e que eu precisava correr para o hospital pois ele insistia em me vê. — Tudo bem mãe eu estou indo pra ir agora mesmo. — Desligo o aparelho troco de roupa peguei minha bolsa e saí de casa, com a mente cheia de pensamentos e uma mistura de emoções correndo em minhas veias. Eu me perguntava o que poderia ter acontecido com ele e se havia algo que eu poderia fazer para ajudar. Chegando no hospital, fui direto para a recepção e pedi informações sobre onde meu pai estava internado. A enfermeira me guiou até o quarto, e eu me preparei para enfrentar o que quer que me esperasse do outro lado daquela porta. Ao abrir a porta, vi meu pai deitado na cama, com máquinas ao seu redor monitorando seus sinais vitais. Ele parecia extremamente fraco e abatido. Senti uma mistura de tristeza e compaixão ao vê-lo naquela condição, mesmo com todas as dificuldades que tivemos ao longo dos anos e ao seu lado estava minha mãe que vem até mim. — querida você chegou — Sim , como a senhora está ? — Cansanda minha filha. — porque a senhora não aproveita que eu estou aqui e não sai para tomar um ar e comer alguma coisa? — Eu vou fazer isso agora mesmo.— ela fala e sai do quarto logo em seguida que se despediu do meu pai, nos deixando sozinhos. Me aproximei da cama com passos hesitantes, sem saber o que dizer. Eu sabia que não podia mudar o passado, mas também não podia ignorar o fato de que aquele era um momento crucial em nossas vidas. Meu pai olhou para mim com olhos cheios de tristeza e dor, e eu soube que precisava deixar o passado de lado e oferecer a ele meu apoio. Segurei sua mão delicadamente e disse: — Pai, estou aqui. Vou ficar com você. Vamos enfrentar isso juntos.— Ele segurou minha mão com força, e um pequeno sorriso surgiu em seu rosto, ele reúne forças para falar, com sua voz rouca e frágil. — Você veio? — Sim, a mamãe disse que o senhor aueaoa me vê. — É verdade, eu tenho algo para te falar — O que é pai? Diga! — Abigail... meu tempo está se esgotando, minha filha. Preciso lhe contar algo importante antes de partir.— Ele fala e Abigail com os olhos cheios de lágrimas diz. — Pai, não fale assim. Você vai ficar bem, tenha esperança.— tento fazer ele mudar de ideia mais ao contrário do que eu Pensei ele n**a a cabeça em sinal negativo e diz. — Escute-me, Abigail. Eu menti para você todos esses anos, eu sinto muito minha filha, espero que você possa me perdoar algum dia.— ele fala e em seguida começa a tossi — Pai do que o senhor está falando? — O seu filho não nasceu morto naquele dia, ele nasceu vivo e saudável. — O que?— nessa hora fiquei em choque, balanço minha cabeça expressando minha incredulidade com essa notícia que acabei de ouvir. — Como assim, pai? Você disse que ele estava morto! Eu entrei o meu filho, porque está falando isso? É alguma brincadeira?— falo não conseguindo segurar as lágrimas — Me perdoa Abigail, eu não estava pensando bem, eu pensei que era a melhor decisão na época. Eu estava desesperado por vê que você tinha um filho daquele crápula, ele não vale nada eu só quis te proteger. As lágrimas começam a escorrer pelo meus olhos e eu estava com uma mistura de confusão e raiva nesse momento. — É sério mesmo paí? Me proteger? Como você pode me fazer acreditar que meu filho estava morto? Eu passei tanto tempo chorando por sua perda... Eu nem sequer tive a chance de conhecê-lo! Eu entrei em depressão pai.— falo alterada e solto sua mão, isso estava sendo demais pada mim, Cecília sempre teve razão ao dizer que meu pai estava escondendo alguma coisa, eu sempre fui uma i****a e acreditei em tudo que ele falou pra mim. — Eu sei, minha querida. Eu sinto muito, do fundo do meu coração. Eu me arrependo amargamente de ter tomado essa decisão. Não sabia que iria me arrepender tanto, que a culpa iria me corroer até meu último suspiro, se eu Estou te falando agora é porque não aguento partir sabendo do que fiz eu preciso do seu perdão. Ele fala e eu baixo a cabeça, tentando processar toda a informação que acabo de receber. — Onde ele está pai? Onde está meu filho? Se você quer perdão eu quero a verdade, toda verdade, eu quero o meu filho de volta. — Tudo bem eu vou te falar, eu paguei o médico para sumir com a criança e te dá o atestado de óbito, ele então levou o menino para um orfanato. Mas eu não sei o que aconteceu com ele desde então. Abigail, eu imploro me perdoa minha filha. Minhas lágrimas fluíram livremente e com a voz trêmula, ele continuou a história. Eu estava sem palavras. Como pude viver todos esses anos sem saber da existência do meu próprio filho? A raiva e a tristeza se misturaram dentro do meu coração. Olhei para o rosto do meu pai, com os olhos cheios de lágrimas, e perguntei por que ele havia escondido a verdade por tanto tempo. Ele explicou que acreditava estar fazendo o melhor para todos nós, protegendo-nos da dor e do sofrimento e das humilhação que passaríamos por eu ser uma mãe solo. Enquanto eu absorvia aquelas revelações, meu pai continuou. Ele me contou que o vídeo que eu tinha encontrado, onde meu namorado Raul parecia me trair, era uma montagem. Meu pai tinha manipulado as imagens para que eu acreditasse em uma mentira que nunca havia acontecido. Ele estava tentando destruir meu relacionamento na esperança de que eu o abandonasse e eu o abandonei. A incredulidade tomou conta de mim. Eu não conseguia acreditar que meu próprio pai seria capaz de tamanho engano e crueldade. As lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu tentava processar todas essas informações. Olhei para o meu pai, um misto de amor e decepção preenchendo meu peito. Em meio a toda a confusão, eu me sentia profundamente traída. A verdade me atingiu como um soco no estômago, e tive que lutar para encontrar forças para seguir em frente. Senti-me perdida e devastada, mas também encontrei a força para confrontar meu passado e buscar a verdade. A partir dali, começaria uma nova jornada de descoberta, redenção e, talvez, a chance de me reencontrar com meu filho, que sempre esteve presente em minha vida mesmo que longe de mim. Ao sair do quarto do meu pai eu vejo. Minha mãe vendo como eu estava ela corri até mim. — Abigail você está bem? O que aconteceu o seu paí ele…Ela não finaliza a frase e olho para ela. — A senhora também sabia mamãe? Sabia que o papai tirou meu filho de mim?— pergunto e ela demora a responder e isso só confirmou as minhas suspeitas. Saiu do hospital, ainda abalada e com a mente confusa, mas assim que eu atravesso, a rua deu de cara com Cecília sentada no banco do jardim. Ela parecia ansiosa e preocupada. Abigail se aproximou devagar e se sentou ao seu lado, tentando organizar seus próprios pensamentos. — Cecília.— falo com minha voz nestante — O que foi Abigai? — Eu tenho que te contar algo... Meu filho está vivo. Cecília arregalou os olhos e olhou para mim com incredulidade. — Como assim, Abigail? É sério mesmo? Respiro fundo, tentando controlar a emoção que transbordava dentro de mim. — Sim, o meu pai acabou de me confessar isso, ele disse que o vídeo do Raul também foi uma armação, amiga você tinha razão, eu sou tão burra. — falo chorando e Cecília me abraça — Calma amiga, não fica assim, você não teve culpa de nada, o culpado foi o seu pai, nós vamos encontrá-lo o seu filho, irei falar com o Otávio para que ele arrume um advogado e um detetive para nos ajudar,pois precisamos de alguém que conheça os trâmites legais para buscar uma criança desaparecida.. As palavras de Cecília faziam sentido, ela sabia que nesse momento eu não poderia resolver tudo sozinha, especialmente no emocional que eu estou. — Você está certa, Cecília. Nós precisamos de um advogado que possa nos guiar por todo esse processo. Eu irei lutar com todas as minhas forças para trazer meu filho de volta para para mim, para o lugar que ele nunca deveria ter saído.Cecília concordou, determinada. — Eu estarei ao seu lado, Abigail. Vamos encontrar o melhor advogado da cidade e buscar justiça para você e seu filho. Não desistiremos até tê-lo de volta. Sinto uma onda de gratidão invadir meu coração ao ver o apoio de Cecília. Elas formariam uma equipe forte, pronta para enfrentar qualquer obstáculo que viessem ame encontrar. O desejo de ter meu filho novamente em seus braços era maior do que qualquer adversidade que eu pudessem enfrentar. Juntas, nós levantaram do banco do jardim, prontas para começar essa nova jornada. Havia uma longa estrada pela frente, mas eu estava determinada a superar cada obstáculo e encontrar meu filho.
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