Capitulo 6
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Arthur
Olho para a garota irritante ao meu lado enquanto dirijo. Ela me parece um pouco pensativa. Pelo menos não está falando em minha cabeça. Não estou num dia bom e não quero conversar. As palavras do meu pai ditas hoje mais cedo não saem da minha cabeça. Acordo matrimonial. Parece uma piada. Me casar com uma garota de 18 anos! Só espero que não seja tão irritante quanto a garota ao meu lado.
Fui ao pub para pensar e beber um pouco. Confesso que bebi um pouco mais do que esperava. Não estava nos meus planos sair acompanhado essa noite. Mas essa garota de algum modo me chamou a atenção. Seu rosto era de uma menina, traços delicados, olhar inocente e um corpo com curvas que só de imaginar tocando-as me deixa louco.
Seria só por essa noite. Não preciso nem saber seu nome. Só preciso me aliviar, me enterrar nela e provar seu doce gosto. t*****r como se não houvesse amanhã.
Estaciono no local onde já estou bem habituado a ir. Ao perceber que paramos a garota olha com surpresa o lugar mas não diz nada. São todas iguais. Sempre se fazem de desentendidas.
Ao entrar peço a chave da suíte e conduzo a garota para o elevador. Fazemos o caminho em silêncio e sinto uma certa tensão. Que se dane. Odeio joguinhos. Ao entrar não penso duas vezes e vou logo a empurrando para a cama, beijo seus lábios e ela corresponde, começo a distribuir beijos pelo seu corpo enquanto abro sua blusa...
- Não estamos indo rápido demais? Eu ainda nem sei o seu nome.
- Isso não importa. Fica pra depois. Não viemos aqui para conversar.
A faço se calar com um beijo e vou passando a mão pelo seu lindo corpo. Exploro cada parte com vontade. Beijo seus s***s, aperto sua b***a e percebo o quanto ela gosta disso. Tiro sua roupa e logo em seguida tiro a minha e a vejo me olhar com curiosidade. Esse seu olhar de menina inocente me deixa cada vez mais duro. Seu beijo me deixa alucinado.
Ela passa as mãos pelo meu corpo com timidez mas vejo o quanto está fascinada. Distribuo beijos e mordidas por todo seu corpo. Estou ficando louco. Preciso me enfiar dentro dela. Senti-lá por completo.
Me encaixo em sua entrada e cheio de desejo entro de uma vez. Sinto algo se rompendo. A ouço gritar de dor. Droga. Mil vezes droga. Ela era virgem. Nem por um segundo isso me passou pela cabeça afinal ela aceitou bem fácil sair comigo. Agora já foi.
- Calma baby, já vai passar! Confie em mim, você vai gostar.
Tento amenizar sua dor. Dou um beijo casto em seus lábios e a faço se acalmar. Aos poucos vou me movimentando até ela se acostumar. Ela começa a se movimentar junto comigo. A timidez vai embora dando lugar ao prazer.
Vejo seus olhos sedentos, pedindo por mais. Ela arranha minhas costas e geme a cada estocada minha. Isso só aumenta o meu desejo. Que delícia. Nunca imaginei que seria tão bom. Fui estupidamente surpreendido.
Transamos durante toda a noite. Nunca me preocupei tanto em satisfazer alguém como fiz com ela. Nos tocamos, beijamos, sempre querendo mais e mais. Nos deitamos exaustos e ela logo adormeceu.
Me pego a observando dormir. Se parece com um anjo. Preciso ir embora por mais que não seja esse o meu desejo. Mas sempre foi assim. Elas adormecem e eu vou embora. Acaricio seus cabelos me lembrando do quanto foi bom tê-la em meus braços. Talvez dessa vez pudesse ser diferente. Poderia encontrá-la outras vezes...
Mas o que é que estou pensando? Ela não é pra mim. Ela é jovem e tem toda uma vida pela frente. Trocamos poucas palavras essa noite. E terá que ser assim. Foi apenas uma noite de sexo maravilhoso e não se repetirá.
Não posso continuar aqui. Amanhã eu conhecerei minha futura esposa e no sábado oficializaremos o nosso noivado e meu pai me entregará a presidência da Mitchell Company. Eu tenho muito a perder e não será um caso de uma noite que irá me fazer mudar de ideia.
Me levanto e visto minhas roupas. A olho por uma última vez. Nunca mais nos veremos. Lamento por isso. Caminho até a porta e encontro um broche dourado com um C gravado. Decido pegá-lo e guardá-lo como uma recordação. Saio do motel e vou dirigindo pela estrada solitária até o meu apartamento.