A casa estava silenciosa, aquele silêncio pesado de pensamentos demais, de coisa engasgada no peito. Manuela tinha ido pro banheiro ajudar Ítalo a ver a banheira gigante, e eu fiquei ali no quarto, parado no meio, olhando pro nada. Ela tava com medo. Medo de mim, do que sente, do que eu sou. E, principalmente, medo do passado dela. E eu odeio medo. Odeio quando ele vem de mim. Puxei o celular do bolso, andei até a sacada e fechei a porta de vidro atrás de mim. Disquei o número da Camila, já sabendo que ela ia encher minha paciência. E mesmo assim eu liguei. Ela atendeu no segundo toque. — Que foi, Alex? Deu outra merda? Suspirei. — Não. Não é operação. É... outra coisa. — Ah não. — ela riu. — É mulher. Fiquei quieto. Silêncio total. E ela, do outro lado, entendeu na hora. — É a M

