Voltei pra dentro devagar, como se aquela porta de vidro fosse um portal entre dois mundos: o mundo onde eu mando em tudo e o mundo onde eu não mando em p***a nenhuma quando o assunto é ela. A casa parecia diferente agora. Ou eu que tava vendo diferente. O silêncio do corredor, o eco dos passos do Ítalo lá em cima, o barulho da água na banheira, tudo me acertava como se estivesse tocando algo dentro do peito que eu nunca deixei ninguém tocar. Caminhei pela sala, subi os dois primeiros degraus e parei. Respirei fundo. Aquela conversa com a Camila ainda batia na minha cabeça como martelo. "Ela não te rejeita. Ela tem medo." "Você é intenso pra cacete." "Dá estabilidade." "Pede ela em namoro." Namoro. Eu. Namoro. Eu quase ri. Quase. Mas quando pensei nela, no jeito que os olhos del

