48. Manuela

1479 Palavras

Acordei com o cheiro de café. Café forte, passado errado, com gosto de queimado, mas café. E vindo da cozinha. Isso já dizia tudo. Alex estava acordado antes de mim. Levantei devagar, ajeitando a camiseta larga dele que eu usava pra dormir, ele nem percebeu que uma das dele sumiu, mas se perceber também não vai falar nada, porque gosta de me ver usando. Passei pelo corredor e achei a cena que, se alguém me contasse, eu chamaria de mentira descarada: Alex: o capitão Buarque, o terror do morro, o homem que invade casa de bandido com um fuzil na mão, tava na cozinha tentando virar uma panqueca. E falhando miseravelmente. A panela tava quente demais, ele ergueu a borda da massa e a parte de baixo parecia um carvão gourmet. Ítalo, sentado no balcão, batia as perninhas e comentava: — Capi

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