49. Manuela

964 Palavras

No dia seguinte, eu acordei com o Alex andando pela casa como se tivesse um exército pra comandar. E, de certa forma, tinha mesmo: Eu e Ítalo. Tava de uniforme. Camisa preta por baixo aberta no peito. Arma no coldre. Cara fechada. Aquela energia de "alguém vai obedecer hoje, nem que seja à força". Eu ainda tava com a cara meio amassada de sono quando ele entrou no quarto: — Acorda. — Já? — reclamei. — Já. A gente tem compromisso, vamo resolver agora, que ai eu passo na delegacia depois. — Que compromisso, Alex? — Surpresa. Arregalei os olhos. — Alex... tu falou que não ia me sequestrar, lembra? — E não vou. — ele respondeu, pegando Ítalo dormindo no colo. — Pelo menos não hoje. Vai se arrumar. Eu joguei um travesseiro nele. Ele desviou com facilidade - claro, né. Me arrumei ráp

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