74. Manuela

1236 Palavras

Depois daquele momento ridículo na cozinha, comigo sendo praticamente sequestrada pra cima da mesa, eu respirei fundo e fui cumprir a missão real do dia. Arrumar o aniversariante. Ítalo já estava no quarto dele, sentado no chão com a fantasia de bombeiro espalhada na cama. O capacete vermelho brilhava sob a luz do abajur como se fosse o objeto mais importante do planeta. Ele segurava a jaquetinha com um cuidado que nunca tinha com as roupas normais. — Mãe! — ele falou quando me viu na porta, os olhos brilhando — olha minha roupa! — Eu vi, filho. Entrei no quarto e sentei na cama ao lado dele. Peguei a jaqueta e examinei o tecido, os detalhes em amarelo-fluorescente nas mangas. — Eu vou parecer um bombeiro de verdade? — a voz dele saiu cheia de esperança. — Vai parecer o bombeiro mai

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