65. Manuela-1

716 Palavras

O despertador do celular tocou quinze para as quatro. Alex nem mexeu. Continuou dormindo com a cara enterrada no travesseiro, o braço ainda pesado na minha cintura, a respiração profunda de quem finalmente desabou depois de dias sem dormir. Eu fiquei um tempo só olhando ele. A cicatriz no ombro. Os fios grisalhos que começavam a aparecer no cabelo preto. A boca entreaberta, relaxada de um jeito que ele nunca era acordado. Homem mais bonito dormindo do que acordado, e acordado já era uma coisa. Me deu vontade de ficar. De deixar o mundo lá fora. De esquecer que existia escola, que existia Ítalo, que existia qualquer coisa além daquele quarto. Mas o celular tocou de novo. Quinze para as quatro. Rafael. — Tem que levantar. — sussurrei, dando um beijo leve no ombro dele. — O Ítalo vai che

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