Eu dei um passo mais perto. Agora dava pra ver o nervosismo estampado. — Mensagem apontada pra porta do salão? Ele engoliu seco. O pomo de Adão subindo e descendo. — Não... eu só tava— — De quem você é? — cortei. Ele franziu a testa, tentando parecer confuso. — Como assim? — Quem te mandou. — Ninguém. — a voz falhou um pouco. — Não mente pra mim. Ele deu um meio sorriso nervoso, aquele tipo de sorriso de quem tá tentando ganhar tempo. — Eu não tô mentindo. Fiquei olhando pra ele por alguns segundos. Lendo o cara. Avaliando. Ele não parecia traficante, não tinha a postura. Não parecia polícia, não tinha o olhar. Parecia... Nervoso. Muito nervoso. — Abre o celular. — O quê? — os olhos dele arregalaram. — Abre. — Não posso. — Pode sim. — Isso é invasão de privacidade. — a

