78. Buarque-1

705 Palavras

Depois de alguns minutos observando o salão, eu já tinha entendido uma coisa. Se Kevin estivesse por perto ele não estaria lá dentro. Kevin sempre gostou de assistir antes de agir. De longe. Como um predador esperando o momento certo, estudando a presa, vendo os pontos fracos. Era assim que ele trabalhava. Sempre foi. Inclinei a cabeça na direção do Caveira, sem tirar os olhos do salão. — Vou dar uma volta lá fora. Ele nem olhou pra mim, continuou observando o movimento, os pais, as crianças, os garçons. Só mexeu a boca de leve. — Já imaginei. — Fica de olho neles. — Sempre fico. — a resposta veio seca, profissional. Andei até a Manuela. Ela ainda tava com o Ítalo no colo, segurando ele enquanto o danado esticava o braço pra tentar roubar um brigadeiro da mesa. A mãozinha suja quas

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