No momento em que li aquele cartão, uma coisa ficou clara na minha cabeça. Kevin. Não tinha como ser outra pessoa. A letra não me dizia nada, mas a frase dizia tudo. "Do papai." Meu maxilar travou na hora. Quatro anos. Quatro anos acreditando que aquele filho da p**a tinha virado estatística. E agora ele mandava presente pro próprio filho. No meio de uma festa. Num salão cheio de criança. Isso não era só provocação não, isso era mensagem. Mensagem clara. Respirei fundo e comecei a analisar o ambiente igual faço em qualquer operação. Porta principal na minha frente. Uma saída lateral perto da cozinha. Janela grande do lado direito, daquelas que abrem inteira. Cerca de cinquenta pessoas no salão. Talvez mais. Metade criança. Metade adulto distraído, conversando, comendo, bebendo, sem

