Beatriz Eu estava sem reação, mas, ao mesmo tempo, preocupada com o que a Rafaela me contou. Ele pode morrer. A imagem dele sangrando sem parar não sai da minha cabeça — ele pedindo ajuda, gemendo de dor. É só nisso que eu consigo pensar. Agora ele tá lá, naquele hospital pobre, sem condição nenhuma, sofrendo… e com dor. Não sei o que me deu, mas fiquei pra baixo. E, quando percebi, tava chorando. Nunca imaginei que me apegaria assim. O que eu sinto por ele é forte — e agora, nessa situação, eu não consigo controlar meus sentimentos, nem essa preocupação que me sufoca. Rafa: Parece que o Guto tá trazendo médico de fora do morro, fazendo de tudo pra tratarem dele. Mas parece que a coisa tá séria. — me olhou. Bea: Espero que ele fique bem. — enxuguei as lágrimas, tentando me conter.

