Ian Eu não sabia que o corpo podia pedir algo com tanta clareza. Desde aquela primeira noite no colo de Soraia, quando o leite me acolheu como um bálsamo, algo em mim se reorganizou. Não foi apenas conforto. Foi uma espécie de reencontro. Como se uma parte esquecida do meu ser tivesse sido chamada de volta. Nos dias seguintes, o desejo de repetir aquele gesto cresceu em silêncio. Eu tentava ignorar. Tentava racionalizar. Dizia a mim mesmo que havia sido um momento de fragilidade, uma exceção, um cuidado pontual. Mas meu corpo não concordava. Ele pedia. Com urgência. Com delicadeza. Com fome. Comecei a sentir a ausência do toque, do calor, da sucção. Não era só físico. Era emocional. Era como se o mundo ficasse mais áspero sem aquele gesto. Como se tudo perdesse textura. Fiquei em sil

