Capitulo 16

871 Palavras
Leandro Depois que sai do quarto, pedi pra Rose preparar um lanche pra Mari e me trazer o lençol sujo. Eu sabia que ela estaria assustada, e fosse ficar mais confortavel sozinha. Eu pude ver o medo nos olhos dela. E não é o tipo de olhar que eu gostaria de ter da minha esposa. Então fiquei no escritorio esperando o lençol enquanto eu tomava uma dose de wisky. O dia logo iria amanhecer, e eu queria estar cedo na casa do meu pai para entregar esse lençol e acabar logo com isso. Aproveitei o tempo para ver umas planilhas e umas rotas de entrega de mercadoria que teria que providenciar para proxima semana. O tempo passou tão rapido que nem percebi, me dei conta que o tempo tinha passado quando Talita uma das ajudantes aqui de casa bateu na porta com uma xicara de café. Talita era uma garota nova, que veio para essa vida quando seu pai ficou devendo tanto dinheiro que usou a unica filha como moeda de troca. Era comum os homens fracos fazer isso com suas filhas mulheres. Ela iria ser levada para o bordel, mas me compadeci da garota e ofereci o serviço aqui em casa. Afinal era era jovem e poderia se dar bem com Mari. Depois de dizer pra ela deixar a xicara em cima da mesa, percebi que ela ficou parada na frente da mesa me olhando. --posso ajudar? --eu so queria agradecer mais uma vez por não ter me enviado para o bordel. --Ta tudo bem, pode ir agora. --é senhor Leandro.. --Talita pode se retirar, eu to ocupado. Ela baixou a cabeça e saiu. Eu sei que ela era grata e ja tinha agradecido vezes de mais, que ela não fizesse eu me arrepender de ter tido empatia por ela. *Na casa do pai de Leandro* Entrei sem bater e segui direto para o escritorio, sabendo que todos estariam a minha espera. Quando entrei, todos me olharam. Caminhei tranquilo, parei ao lado da cadeira de meu pai, e abri o lençol no local da mancha. --Espero que agora eu possa aproveitar meu casamento em paz. --Certo Leandro. Precisamos da confirmação do herdeiro a caminho pra começar a dar entrada na troca de cargo e poder confirmar a aposentatoria de seu pai. --isso mesmo, estamos em setembro, voce tem ate dezembro para que Mari esteja gravida. Esses velhos estão dificultando tudo que podem, não demonstrei minha raiva e indignação com eles. Apenas concordei com a cabeça recolhi o lençol e sai dali. Eu precisava pensar em uma forma de fazer Mari não me odiar ainda mais, e ainda assim conseguir um herdeiro. *Mari* Acordei no dia seguinte me sentindo melhor. Eu precisava de algumas respostas e iria tentar conseguir. Levantei, tomei um banho lavei meu cabelo e sequei. Escolhi uma roupa bonita no meio de todas aquelas disponiveis. Um vestido que ia até meus pes, com pequenas florzinhas, e com alcinhas finas que ficava bem soltinho no corpo. O dia estava quente ja de manhã, peguei uma rasteirinha e desci para o café. Ao chegar na sala de jantar, o café estava posto na mesa já, e Rose estava servindo um copo de suco --Bom dia Rose. --bom dia, menina, vem sentar. Caminhei ate a mesa, eu estava me sentindo bem, não sei se talvez pela noite de sono, ou por não ter a pressão de fazer tudo perfeito, ou talvez por eu não ter obrigações com a casa, com alimentações, e nem com minha familia me humilhando direto. Tomei café enquanto eu olhava a grande janela, com vista pra uma piscina enorme. --Rose? Sabe se Leandro vem pra casa hoje? --Ah menina, não sei, mas porque voce não manda uma mensagem perguntando? --Ah, meu celular não quer mais ligar, encontrei ele e tenter carregar mas ele não liga. --Ah, quer o meu emprestado? --Não precisa. Se ele não vier durante o dia eu tento falar com ele a noite. --Mas ele não vem cedo pra casa. Seu Leandro é sempre muito ocupado e fica ate tarde na boate. Eu não conhecia essa voz, me virei pra ver quem era. Uma moça jovem, devia ter minha idade se não menos. Muito bonita, olhos claros, uma pele clara sem nenhuma marca. Um corpo magro e bonito, com curvas perfeitas. Ela com toda certeza tinha um corpo muito mais bonito que o meu. --eu não te conheço ainda, começou recente aqui? --Sim, comecei ontem. Vim pra ajudar a Rose. --Ah, que bom, seja bem vinda. --Talita volta pra cozinha, não fique amolando a senhora com essas conversas. Ela saiu reclamando algo que não consegui escutar e Rose percebeu. --Não liga pra ela senhora Mari, ela só é muito nova e ta aprendendo as coisas ainda. --Ai Rose não me chama de senhora, devemos ter quase a mesma idade. --Mesmo assim a senhora é a patroa. Eu falo em sinal de respeito. --Tudo bem, eu vou dar uma volta ali fora, ja que provavelmente voce não vai deixar eu ajudar a retirar as coisas da mesa. -- de jeito nenhum, pode ir dar sua volta. Eu dei um sorriso pra ela e fui em direção a porta que dava acesso a area da piscina.
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