O lençol 2

940 Palavras
--não., ele não mentiu, eu nunca estive com um homem antes. --então me prova. --que? Como assim? Leandro deu uma risada, ele gargalhou, provavelmente da minha cara, eu estava quase me m.i.j.a.n.d.o de me.do, e ele podia perceber Leandro caminhou ate onde eu estava e colocou uma mão na minha cintura e me puxou pra ele. --Sabe Mari, eu realmente preciso que esse casamento de certo, ate eu conseguir o que eu quero. E não quero que voce leve isso pro lado pessoal, so preciso que siga o papel de esposa perfeita e apaixonada, e me de o herdeiro que eu preciso. Eu engoli em seco porque ele estava muito proximo, a toalha estava ameaçando soltar, eu estava com meu peito colado em seu torax sem conseguir sentir o chão abaixo dos meus pes enquanto ele me segurava com uma mão e com a outra ele me levava para cama. O que sera que ele iria fazer? Ele ainda mantinha a faca na mão livre. Ele me colocou na cama, eu tentei ir pra tras, mas a toalha começo a descer pelo meu corpo, e eu tentei puxar pra cima, e quanto mais eu tentava mais a toalha se amontoava ate minhas co.xas ficarem a mostra. Leandro me olhava de cima, parecia achar graça da situação. Quando eu finalmente consegui puxar a coberta e cobrir meus se.io.s que estava quase amostra, ele ergueu a mão com a faca pequena, e passou ela pela lateral do meu corpo, enquanto olhava nos meus olhos, foi descendo a faca pelo meu corpo ate chegar com ela na minha perna, passeou com a lamina na minha coxa em zique zaque, ate que eu senti um ardor e tentei puxar a perna sem perceber que ele estava segurando. Senti quando o san.g.ue escorreu pela minha coxa. --Respira Mari antes que voce desmaie, eu não vou te machucar, so precisava de um pouco de sa.ng.ue Eu estava tremendo de verdade agora, sentia meu corpo inteiro tremer. Eu tentava falar alguma coisa mas não conseguia, nada saia, so conseguia olhar para os olhos pretos de Leandro olhando pro meu corpo quase descoberto. Lentamente ele saiu de cima de mim e foi pro banheiro, e voltou com uma caixa de primeiros socorros. Eu não conseguia me mexer, so estava acompanhando tudo que ele fazia. So ouvia ele dizendo pra que eu respirasse, que ele não iria me machucar, mas o ardor na minha perna dizia o contrario. Senti ele passar algo em cima do corte que ardeu mais --Calma, isso nem arde tanto. Eu continuava sem conseguir falar nada. Senti ele passar algo gelado e colar algo que eu imaginei ser um curativo no local que ele cortou. --não precisa chorar, não foi um corte fundo e nem grande. Eu nem tinha percebido que estava chorando. Ele levou a caixa de volta pro banheiro, eu tentei me mexer mas todos meus musculos estavam travados, e eu não conseguia me mover. --Levante, coloca uma roupa que eu vou buscar algo pra voce jantar. --não precisa. --eu não perguntei se precisava ou não, eu mandei voce ir. Logo estou de volta. Ele saiu do quarto só de cueca. Eu esperei ele fechar a porta, e senti meus musculos relaxarem um pouco, devagar eu levantei e corri pro closet com medo dele voltar e me ver ali ainda. Coloquei um pijama de short e regata que havia ali com etiqueta ainda. Eu não gostava de dormir com calcinha, então fiquei sem. Penteei o meu cabelo, e usei o secador. Depois de tudo que aconteceu, ele brigar por eu usar o secador vai ser o de menos. Estava sentindo o desconforto no local do corte, e de frente pro espelho vi que era realmente pequeno. O curativo era minusculo, e acho que Leandro so colocou pra eu ficar mais calma. Quando terminei de secar meu cabelo, escutei a porta ser aberta e Rose entrar com uma bandeja com frutas, suco, um iogurte e algumas torradas. Fiquei feliz por ser ela, não sei se conseguiria lidar mais com Leandro por hoje. Enquanto eu comia, Rose trocou o lençol da cama. Vi ela separar o que estava sujo de sangue. --rose? --sim menina? --Porque ele precisava do lençol sujo de san.g.ue? --Pra provar que voce casou pura menina. Espero que logo tenhamos um herdeiro crescendo nessa barriguinha. Voce precisa se alimentar bem de agora em diante. Eu senti meu corpo queimar, e podia jurar que Rose tambem percebeu, porque ela deu um sorriso. Ela achava que eu e Leandro tinhamos feito s.e.x.o? --Ele precisa levar pro conselho pra provar que o casamento foi consumado e que voce era realmente pura. --e se eu não fosse? -- eu conseguia sentir o pavos nas minhas palavras --Ai o casamento seria cancelado, voce iria trabalhar em uma das boates da familia e seu pai seria dado como traidor e seria mo.rto menina Eu levei a mão a boca, tampando o grito de pavor pelas palavras que ela disse. --Relaxa menina, aqui é a prova de que voce era pura. Tudo vai ficar bem, termina de comer que amanha de manha eu busco a bandeja. Boa noite Rose saiu do quarto em silencio, me deixando ali com os pensamentos, eu precisava falar com alguem, mas quem? Eu queria saber onde eu havia sido enfiada. Porque me esconderam tudo isso por tanto tempo? Porque ninguem me falou sobre isso antes? Porque me mandar pra ca? Terminei a contragosto a fruto que eu havia começado, desperdício não era algo que eu fazia. Nunca se sabia o dia de amanhã. Com a cama organizada eu me deitei e peguei no sono.
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