Mari
Dentro do banheiro com a porta fechada tentei controlar minha respiração.
Leandro era realmente um homem muito lindo, não era atoa que ele tinha sempre as mulheres mais lindas ao seu lado nas fotos que vi na internet.
Quando me dei conta de que ele estava s*******a, minha cabeça travou, eu não conseguia pensar direito. A voz grossa e rouca fizeram ter borboleta no estomago. Nunca tinha sentido isso antes, nunca nem estive tão perto de um homem como fiquei proxima de Leandro hoje. Devo ta parecendo uma criança que foge quando ve um menino bonito.
O que sera que ele esperava disso tudo.
Minha cabeça doia um pouco, talvez pelo tanto que eu dormi, e por não ter comido nada. Até queria ir ate a cozinha pegar algo, mas não queria fazer barulho nem sujar nada. Ja que não me deixam limpar minha bagunça, quero evitar ficar sujando as coisas.
Tomei um banho rapido me sequei e me dei conta que não tinha trago roupa para o banheiro. Ou eu colocaria a mesma roupa de antes ou iria ate o closet de toalha. E essa segundo opção não sei se seria o correto ja que Leandro estava no quarto. Se eu tiver sorte, ele ja vai estar dormindo, afinal trabalhou ate atarde, e acordou super cedo, ele deve estar com sono.
A opção de sair de toalha venceu, enrolei uma em meus cabelos, e outra usei para me enrolar e cobrir meu corpo. A toalha era grande, e chegava a quase nas minhas canelas.
Devagar abri a porta e dei um passo, o quarto estava escuro novamente, e relaxei por pensar que Leandro estava dormindo. Caminhei sem fazer barulho ate o closet, e antes que eu pudesse entrar a luz se acendeu e eu dei um leve grito e levei a mão ao coração respirando acelerado.
--pra que isso??
--Ah, desculpa, te assustei?
Ele não conseguia esconder a diversão em sua voz
--Quase me matou do coração, porque acendeu? Te acordei? Desculpa
Leandro levantou com calma, todo o corpo dele musculoso, coxas grosas, abdomem definido, sendo coberto apenas por uma cueca boxer que escondia muito pouco, e caminhou lentamente ate eu estava. Eu estava sentindo meu corpo tremer de leve, e a cada passo que ele dava em minha direção eu dava um passo pra tras, ate bater com as costas na parede.
--o que foi? Ta com medo?
A voz de Leandro estava mais rouca e mais grave
--nã..ér, não.
--Voce mente muito m*l sabia?
Ele chegou tão proximo de mim que podia sentir o halito de menta da pasta de dentes no meu rosto. O polegar passando pela lateral do meu rosto até parar no começo da toalha que estava enrolada no meu corpo.
--voce esta tentando me provocar com essa toalha?
Ele sussurrou no meu ouvido, o halito dele arrepiando os pelinhos do meu corpo.
--não, eu não..
Eu estava ficando nervosa, e não conseguia fazer meu corpo parar de tremer.
--Então me diga Mari, porque não usou o roupão e decidiu sair so de toalha?
--roupao? Eu não sabia se podia usar ou não.
A postura dele mudou de leve, foi algo minimo.
--e deste quando precisa de autorização pra usar? Esta no nosso banheiro, é nosso. Tem o seu, e tem o meu pendurado.
--ah, eu não lembrei de trazer a roupa pro banheiro, e fiquei com medo de voce brigar por eu usar.
Leandro deu um passo pra tras, e respirou fundo, olhou pra mim novamente, e acho que percebeu que meu corpo tremia.
--voce sabe que somos casados não é?
--sim senhor.
--Senhor?
Leandro soltou uma risada sem graça e deu mais um passo pra tras pegando algo no criado mudo ao lado da cama.
--Não precisamos de formalidades, e voce sabe que o casamento foi porque eu preciso de uma esposa e de um herdeiro. Voce também sabe as regras de como funciona o nosso mundo, e que eu preciso mostrar o lençou diante do conselho.
--lençol?
Eu estava tentando não gaguejar.
Leandro se virou pra mim, e vi que ele pegou uma faca, pequena, não sabia deste quando estava ali, mas ele não esta com cara de muitos amigos. Eu realmente estou com medo.
--o lençol com a prova da sua virgindade, que foi o que seu pai prometeu, quando te ofereceu em casamento.
--eu.. É
--vai me dizer que ele mentiu? Porque se ele mentiu, hoje muito sangue vai ser derramado.
Ele estava com raiva, podia ver nos olhos que tinham ficado preto. A voz estava mais alta e grave, aquele tom rouco que tinha antes sumiu.