Cheguei em casa tarde, a casa estava toda escura e todos os funcionarios ja haviam ido dormir. Eles tinham uma parte da casa aos fundos cada um com seu quarto.
Rose, a governanta era casada com meu motorista, e eles moravam em uma casa aos fundos do terreno com entrada indivual, mas que ficava pratico para ambos trabalhar.
Quando estava procurando uma casa para morar, precisava que tivesse espaço para meus funcionarios tambem por isso uma casa tão grande.
Tudo parecia calmo de mais, e uma calmaria que parecia preceder o perigo. Eu precisava arrumar um jeito de conseguir o lençol pra levar amanha na casa do meu pai ou meu casamento poderia ser anulado, e eu não faria Mari passar por isso.
Subo as escada em silencio e no escuro, com o tempo eu aprendi a tornar o escuro meu amigo.
Entro no quarto e vejo Mari deitada na cama com um conjunto de moleton rosa.
Rose me disse que ela passou a tarde no quarto, e de manha andou pela casa.
Não comeu muito, nem falou muito.
Depois de olhar pra ela mais um pouco, caminho em direção ao banheiro e tomo um banho demorado e com a agua quente.
Nada melhor que um banho quente depois de um dia estressante, ainda mais quando eu não podia nem f.o.d.e.r com alguma mulher para distrair um pouco a mente.
Eu estava realmente focado em conseguir um casamento estavel para conseguir meu cargo, e não seria alguns dias sem s.e.x.o que iriam me fazer perder meu objetivo. Termino o banho e saio enrolado em uma toalha, quando chego no quarto me assusto ao ver Mari sentada na cama, com olhar sonolento.
--aah, boa noite Mari, desculpa, não queria acordar você.
--que horas são?
O quarto continuava escuro, tinha medo em sua voz, como se ela estivesse com medo de mim.
Devagar caminho ate o interruptor e acendo a luz do quarto. Ela pisca algumas vezes, tentando acostumar com a iluminação do quarto, e depois de passar o dedo varias vezes nos olhos ela me olha, e na hora fica vermelha, só então me lembro que estou apenas de toalha.
--ah, desculpa, eu vou me trocar.
Ela apenas concordou com a cabeça.
Caminhei ate o closet, coloquei uma cueca preta e voltei para o quarto. Sei que eu deveria colocar alguma outra roupa, mas Mari ja deve ter visto outros homens de cueca né?
Novamente a preocupação com o lençol. O pai de Mari garantiu que ela era virgem, mas se for perguntar ele vai dizer que a Manuela também é, não da pra confiar nessa gente quando eles querem algo que voce tem, e no meu caso o pai dela quer dinheiro e status, coisas faceis pra eu conseguir.
Caminho novamente pro quarto, e ela continua sentada na cama, agora ja mais acostumada com a iluminação.
--Voce jantou?
--ah, não. Já ta na hora da janta?
--Ja passou a algum tempo, e 2:30 da manha.
--QUE?
Ela parecia realmente chocada pelo horario.
--Voce chegou agora?
--Sim, tinha muita coisa pra fazer na boate hoje.
--entendi. Voce quer jantar? Posso preparar algo pra voce.
--Eu ja jantei. Não costumo jantar em casa.
--Ah entendi.. Eu deitei a tarde pra descansar um pouquinho, e acordei agora. Não vi a hora passar. Perdi o dia todo.
--Não tem problema, o dia do casamento foi mesmo cansativo, voce devia estar bem cansada.
Ela não tinha olhado pra mim ainda, nem quando se assustou com a hora..
Me sentei na cama, e devagar virei o rosto dela pra mim.
--Oi mari..
Ela me olhou, o rosto ficando vermelho novamente.
--aah, oi.
Acho que nunca tinha visto uma mulher ficar vermelha tantas vezes em tão pouco tempo.
--eu acho que não me apresentei ainda. Sou Leandro seu marido.
--ah sim, verdade. Eu sou a mari, sua esposa..
--ei,
Levantei o rosto dela de novo. Eu ja tinha que lidar com gente de mais evitando meu olhar, não queria isso com minha esposa.
--olha pra mim quando estivermos conversando.
--sim senhor, me perdoa.
Ela me olhou arregalada. Posso arriscar ate que ela estava com medo de mim.
--Voce quer comer alguma coisa?
--Ah, eu? Não, eu espero ate o café da manha pra comer algo.
Quem deixa de comer quando se esta com fome para esperar o café da manha?
--é, Leandro, voce pode pedir pra Rose me dar a lista de tarefas que voce quer que eu faça na casa?
Lista de tarefas? Essa mulher ta louca? Do que ela esta falando.
--Não entendi, como assim?
--os serviços da casa, ela não deixou eu fazer nada, nem mesmo pegar um copo de agua, eu vi que os copos daqui são de cristais, e são frageis, mas eu prometo que não vou quebrar nada. Eu consigo limpar, cozinhar e ajudar nos afazeres da casa.
--mas temos empregados pra isso na casa, porque voce iria querer fazer algo do tipo?
--Mas se eu não fizer isso o que mais eu vou ficar fazendo nessa casa?
--Voce vai ficar sendo a minha esposa. Logo teremos filhos para voce criar e ocupar a mente.
Que papo de louco eu estava tendo as 2:30 da manha, depois de uma noite de cão como a que eu tive hoje.
--então eu vou ficar sendo servida a todo momento, e vou ficar sentada esperando voce vir pra casa, é so isso?
--na verdade, o seu serviço começa quando eu chego em casa.
--então, vamos la, o que posso fazer pelo senhor?
--primeiro, não me chame de senhor. Segundo, voce não iria querer saber o tipo de coisa que passa nesse momento na minha cabeça e terceiro, não faça perguntas se não vai conseguir lidar com as respostas.
Eu vi ela ficando vermelha novamente.
--esta com calor Mari? Posso baixar a temperatura do ar.
--ah, é, não. Desculpa.. Eu vou levantar.
--porque?
--ah, é.. eu quero ir no banheiro, com licença..
Eu estava com curioso em quantas vezes eu podia fazer ela ficar envergonhada em menos de 1 hora de conversa.
Quando ela levantou, caminhou quase correndo ate o banheiro e fechou a porta.
Eu me levantei peguei meu canivete no bolso da minha jaqueta e voltei pra cama, guardando a pequena lamina na mesa de cabeceira.
Puxei o lençol ate a cintura e fiquei esperando ela voltar.