Mari
O dia passou lentamente, eu tentei tirar meu prato da mesa e não deixaram, tentei lavar a louça e não deixaram, tentei arrumar meu quarto, e adivinhem, não deixaram. Estava quase enlouquecendo sem fazer nada. Meu celular tinha acabado a bateria, e eu não sabia onde estava o carregador.
Fui ate a cozinha e antes que eu conseguisse abrir a geladeira Rose me parou, perguntando o que eu queria que ela iria me servir.
--nada, eu so ia pegar uma água
--Ah senhora, fica tranquila deixa que eu pego pra voce.
--não precisa, eu consigo me servir de um copo de agua.
--Eu sei que a senhora consegue, mas a senhora não precisa. Vá, sente-se la que eu ja levo a agua.
Caminhei ate a bancada que tinha na cozinha puxei o banco e me sentei.
Logo Rose trouxe a agua, tomei e fiquei por ali..
Rose quando buscou a bandeija com o copo de agua vazio perguntou o que eu queria pro almoço.
--Ah, tanto faz Rose, eu como qualquer coisa.
--Se Leandro avisou que não virá pro almoço, você ira almoçar sozinha hoje.
--Ah tudo bem.
--E falou pra senhora se sentir em casa, e se precisar de alguma coisa pode pedir pro motorista que tem a sua disposição ali fora.
--Eu tenho um motorista?
--Claro senhora, não achou que seu Leandro fosse deixar a senhora andar desprotegida e sozinha né
--eu nem sabia que iria poder sair.
Rose deu uma risada curta
--A senhora é engraçada, claro que pode sair, a senhora casou, e não foi sequestrada pra ficar presa aqui dentro.
--Mas porque não me sinto livre então.
--O senhora, tenha calma, sei que pode ser dificil no começo, mas o seu Leandro é uma boa pessoa, ele vai cuidar bem da senhora.
--Voce conhece ele a muito tempo? Achei que tinha começado a trabalhar aqui recente.
--eu conheço muito pouco dele, mas meu marido trabalha pra ele a muito tempo. E sei que o seu Leandro é um homem justo. Então, ele é um homem bom.
--Obrigada Rose.. Eu vou deitar um pouco.
Sai da cozinha e subi as escadas em direção meu quarto e deitei na cama.
Ja que eu não podia limpar nada, e nem me servir meu proprio copo de agua, decidi dormir um sono. Estava cansada ainda de ontem, e parece que meu corpo todo estava pedindo um descanso.
**
Leandro
Sai antes da Mari acordar. Deixei Rose para cuidar dela, e ficar de olho caso ela desse algum problema. Não sei como é o comportamento dela, e nem do que ela é capaz, afinal nao falei com ela ainda.
Acordar com ela ao meu lado foi diferente. Eu nunca havia dormido com uma mulher do meu lado. E por incrivel que pareça eu consegui realmente descansar e dormir 6 horas diretas. Um grande recorde pra mim que não durmo mais que 3 horas por noite.
Cheguei no escritorio que temos no centro, minha assistente ja estava me esperando na sala de reunioes.
--Leandro, aqui a lista de reunioes pra hoje.
Samanta era uma garota bonita, loira, alta, que se vestia sempre com roupas justas e ousadas, mas que tentava manter uma classe de mulher culta.
--Eu não havia pedido pra cancelar as reunioes?
--Sim, mas seu pai
Eu cortei ela antes que terminasse de falar
--Samanta, quem manda aqui, eu ou meu pai?
Ela ficou branca, eu nunca havia falado com ela dessa forma.
--é.. É você Leandro
--Primeira coisa Samanta, a partir de agora é SENHOR Leandro.. Não to afim de problemas no começo do meu casamento.
--Casamento? Você casou mesmo?
Deu pra sentir na voz dela a decepção. Não sei se ela chegou a idealizar mesmo que eu me casaria com ela. Afinal, as vezes eu usava ela pra tirar um pouco do estresse do final do dia, mas nunca iludi ela com palavras bonitas.
--Eu realmente espero que voce saiba seu lugar e não me cause problemas.
--Claro, senhor Leandro
Ela não ficou feliz com a informação, mas eu nao posso fazer nada. Eu precismo manter meu papel de marido dedicado para conseguir meu posto. Se alguem achar que meu casamento não é valido eu corro risco de perder o que tanto lutei pra ter.
--E por favor, cancela essas maltidas reuniões que tenho mais o que fazer do que ficar aqui o dia todo.
Entrei na minha sala, peguei uns documentos que precisava e fui até a casa de meu pai. O conselho estava reuinido la esperando a prova da noite de nupcias.
**
Chegando no portão, meu carro foi liberado automaticamente, estacionei na entrada e entrei sem bater, segui direto para o escritorio.
--Bom dia senhores.
Meu pai me olhou me vendo entrar sem o lençol e fez franzio a sombrancelha.
Ele não foi o unico a reparar que eu estava sem nada nas mãos.
--Bom dia Leandro. Então, cade a prova?
--Voces queiram me desculpar, mas minha mulher estava exausta e quando cheguei em casa ela estava dormindo. Não quis acordar, sabem como é uma mulher com sono é igual um leão com fome.
Tentei fazer uma brincadeira, mas eu sabia que eu iria ouvir as baboseiras sobre como ser homem, sobre como mulheres nao tem que querer nada, e que elas tão ali unicamente para nosso bel pra.zer, apesar de eu não concordar, eu escuto isso quase todo dia.
Fiquei ali ouvindo eles falar be.st.eiras no meu ouvido e prometi que amanha cedo eu traria o lençol com a prova da vi.r.g.i.n.d.ade de Mari, e que logo teriamos um herdeiro a caminho.
Almocei com meus pais, pois segundo minhae madrasta (algo que poucas pessoas sabem) disse que minha meia irmã estava com saudades de mim.
O almoço foi tranquilo, Giovana filha da minha madastra não ficava quieta um minuto, falando e falando e falando.
Eu não tinha paciência pras ladainhas dela, mas prestei atenção quando ela ficou falando da Mari.
--Sabe Le, eu tava vendo fotos que a mamãe tirou do casamento, a Mari é meio estra.nha ne?
--não reparei nada estranho nela.
--Ah, ela é muito magra, o cabelo ressecado. Voce não notou?
--Não..
Não sei onde ela queria chegar com esse papo, mas ela sempre foi de falar m*l de outras mulheres.
--quando posso ir na sua casa conhecer ela pessoalmente? Fiquei chateada que nao conheci ela no casamento.
--Vou ver com ela quando ela quiser receber visita.
--ué, mas não é so voce deixar e pronto?
--Não.
--Giovana vai pro quarto, ja terminou de comer né.
-Meu pai cortou o assunto, e agradeci mentalmente por isso.
Ele esperou Giovana sair da mesa bufando para então falar.
--Como foi ontem com a mari?
--Ah, ela estava dormindo no sofa quando cheguei, e quando sai de casa de manha cedo ela ainda estava dormindo.
--Voce sabe o que precisa ser feito né?
--Sim pai, amanha trarei o lençol, eu não quebro uma palavra dada.
--e sua assistente? Ja resolveu esse problema tambem?
--Como ela pode ser um problema?
--Olha leandro sei que voce não é burro, e voce sabe bem que ela anda pela empresa como se fosse a sua mulher e dona de tudo, voce se faz de s***o e cego, mas eu não.
--Sim, eu ja resolvi com ela. Ja falei que não teremos mais nada, agora com licença, preciso ir na boa.te fazer o fechado e pagar os fornecedores, a noite temos entrega de mercadoria nova.
--tudo bem, qualquer problema me avisa.
--pode deixar.
Sai da casa sem olhar pra tras e fui pro meu carro. Meu segurança começou a me seguir como sempre.
Liguei o som do carro em um rock pesado e acelerei.
Eu adorava dirigir com musica alta, era um dos poucos pra.z.e.r.e.s que me deixavam realmente relaxado.
Cheguei na boate, e fui pro escritorio, precisva fazer o pagamento das dançarinas, pagar as entregas, e receber novas encomendas de d.r.o.g.a.s e a.r.m.a.s..
Precisava de novas dançarinas tambem, as que tinhamos ja não estavam mais agradando tanto nossos clientes, eles enjoavam facil dessas garotas.