Capitulo 11

1274 Palavras
Quando finalmente chegamos na casa achei que estava sonhando. A casa era linda, tinha um jardim gigante, e um chafariz na entrada da casa onde os carros contornavam para voltar pra entrada principal. A casa ficava dentro de um condominio fechado e não tinha muro nem portão. Os portões era somente o da entrada do condominio. Me assustei quando o carro parou e Orlando baixou o vidro entregando um documento. Os homens estavam armados, e tinha uns cinco ou seis. Havia uma entrada separada para visitantes, onde ficava alguem cuidando tambem. Sera que precisava disso tudo? Me acostumei e ver armas, porque meu pai sempre dizia que era p******o, ele tinha varias em casa e os guardas dele e da minha madastra e irmã tambem andavam armados. Eu sempre tive v*****e de segurar uma a**a. O carro parou na frente da escada que dava acesso a porta de entrada. Seu Orlando virou pra mim pela primeira deste que estou nesse carro --Bem vinda ao lar. Se comporte e não cause problemas. Leandro deve chegar em breve. Concordei com a cabeça disse tchal para todos e abri a porta do carro descendo devagar, o vestido dificultava um pouco as coisas. Aos poucos consegui tirar todo o vestido do carro e subir os degraus. A porta da casa estava aberta, entrei, olhei em volta, com o tempo escurencendo. Sem saber se eu podia ir para algum lugar e qual era meu quarto eu me sentei no sofa e fiquei esperando. Não sei quanto tempo levou, minhas costas doiam, minha cabeça pesava uma tonelada. Estava com v*****e de tirar os enfeites do cabelo cabelo, e queria tanto um banho quente, e lavar do meu corpo esse dia que passou. Queria dormir e acordar na minha cama, com a esperança de um dia me livrar de tudo isso que eu conheci como minha vida, e recomeçar minha vida em outro lugar. Com um novo nome talvez.. Seria legal, meu olho começou a pesar, e o sono foi me dominando, pisquei uma, duas, tres vezes, até não lembrar mais de abrir o olho. Acordei assustada em um salto, não sabia onde estava, mas sabia que não estava mais no sofá. Coloquei a mão no meu colo e senti o vestido. O quarto estava no completo escuro. Com cuidado coloquei a mão do lado e não senti nada. Pelo menos isso, estava sozinha e com meu vestido. Devagar me levanto da cama, procurando um interruptor para acender a luz do quarto, eu odeio escuro, sempre odiei. Com a luz acessa, consigo prestar atenção em cada canto do quarto. Ele é enorme, claro, com cortinas brancas que vão do teto até o chão. A cama confortavel que eu estava era enorme com lençois brancos com detalhes tão perfeitos que pareciam ter sido costurados a mão. Uma escrivaninha ao lado, e uma penteadeira do outro, caminho com passos curtos observando tudo. Abro uma das portas e encontro um banheiro quase do tamanho do quarto, um chuveiro de um lado, uma banheira de hidro de outro lado, uma bancada com duas pias e alguns produtos de para cabelo e cremes hidratantes femininos. Olho tudo pensando que mundo pararelo era esse que eu tinha entrado. Evito me olhar no espelho pois sei que a imagem não deve ser bonita, então saio do banheiro e entro na outra porta ao lado. Outra sala tão grande quanto mas me assusta a quantidade de roupas femininas e masculinas aqui dentro. Claro que um homem como Leandro teria milhares de roupas, mas porque esta nesse quart? Será que vamos mesmo dividir o quarto? Quase me convenci que ele não iria nem querer me ver. Caminhando e observando as roupas, vou imaginando como poderia ser facil se acostumar com tudo isso. Todas essas roupas de marcas, lindas, confortaveis, que faz a gente ter v*****e de se arrumar e usar uma peça diferente cada dia. Mas logo escuto barulho no quarto e a realidade chega com força. Imagina se um dia eu teria algum lugar pra usar uma roupa como essa. Eu vou é ficar masi cansada de ter que limpar todo esse lugar. Se o quarto de Leandro é assim, imagina o tamanho dos outros comodos. Saio do closet pra ver quem entrou no quarto, me assusto ao ver uma senhora de uniforme me esperando. --Ow senhora, ja acordou. Vim ver se precisa de ajuda com algo e avisar que o café esta pronto. --como assim? --Se a senhora quiser posso ligar a banheira pra senhora tomar um banho relaxante e trazer o café no quarto pra você. --Não precisa.. Eu consigo fazer isso sozinha. --mas não precisa fazer sozinha, vem cá, deixa eu ajudar a abrir esse vestido, não acredito que a senhora conseguiu dormir com ele. --eu nem sei como cheguei aqui. --Ah, o seu Leandro chegou em casa e viu a senhora dormindo desconfortável no sofá e trouxe pra cama. --ele ainda esta em casa? --Não, ele saiu cedo. Mas disse que vem pro almoço. --ele costuma almoçar sempre em casa? --Eu não sei senhora, e meu primeiro dia aqui nessa casa. --Ah, tudo bem então. Obrigada por me ajudar. Fico segurando o vestido para ele não cair na frente da senhora, que só agora percebo não ter perguntando o seu nome. Antes que eu possa me virar pra perguntar, ela sai fechando a porta. Eu solto o vestido que cai aos meus pés, e caminho até o banheiro. Não vou tomar banho de banheira, não sei nem se eu posso usar. Preciso perguntar para Leandro quando ele vier. Tomo um banho rapido, lavando meu cabelo. Me arrisquei e peguei o shampoo e o condicionador que estava ao lado. Meu cabelo esta comprimido, e ja esta na hora de cortar. Algo que faço sozinha deste que comecei a entender como segurar uma tesoura, e que meu cabelo muito grande atrapalhava minha rotina. Saio do banho seca e enrolada na toalha, o cabelo caindo pelos ombros pingando gotas pelo chao. Entro do closet e escolho uma roupa confortavel, não sei como sera meu dia aqui hoje. Escolho um conjunto de moleton rosa claro, pego um conjutno de calcinha e sutia preto simples pego uma meia e um tenis que encontro junto a milhares de sapatos. Acho que nem mesmo minha irmã tem tantos pares de sapatos tão bonitos como esses. Seco o chão que molhei, penteio meu cabelo com os dedos, pois não achei uma escova, na verdade não fiquei procurando, sequei mais um pouco com a toalha, e desci. A mesa estava posta, tinha comida pra servir um batalhao inteiro. --Ah senhora, por favor se sente, vou trazer o café quantinho. --é, como voce se chama? --Rose senhora. --Não precisa café, não estou com fome, só me diga o que preciso fazer pra ajudar. a mulher me olhou como se tivesse crescido mais uma cabeça no meu pescoço. --Como assim ajudar senhora? --Com os afazeres da casa. --A senhora não vai fazer nada, agora sente, tome um cafe, tem bolinho fresco, frutas, se quiser posso fazer um suco, ou se quiser comer outra coisa posso preparar tambem. --e quem mais vem pro cafe? --Apenas a senhora. --E pra que tanta coisa? Pode ser só um suco mesmo. --Não mesmo, sente aqui, e experimente meu bolo de laranja então. Receita de família. Rose me puxou e me fez sentar na cadeira, colocando um pedaço de bolo no meu prato e me servindo com um copo de suco. Me obrigo a comer, apesar de não estar acostumada a ter alguém me observando fazer essas coisas e nem ter alguém me servindo, geralmente era eu quem servia as pessoas.
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