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1291 Palavras
Após explicar todo o plano, cada um se dividiu e pegaram suas próprias estacas. Kai e Davina ficaram comigo, enquanto James, Aurora e Marcel foram atrás de Rebekah em um encontro marcado no cemitério. Levando em conta o passado amoroso que Rebekah teve com James e Marcel, tenho sérias dúvidas se eles vão cumprir realmente o plano, e outro problema é a Davina que também teve um passado com o Kol, mas eu não vou deixar nenhum deles atrapalhar meus objetivos. Marcel dividiu metade de seus vampiros e eu estou no comando dos que ficaram comigo. Seguimos para o mesmo lugar em que Kol me manteu presa. Pelos móveis e organização do lugar deduzi que aquele era o bueiro onde Kol se escondia, além de ter escutado várias vezes Kol dizendo a Rebekah que aquele era o único lugar em que o Klaus não tinha domínio na cidade. — Eu quero vocês dois comigo. — Apontei para Mikael e Davina. Davina concordou e Mikael me olhou com desprezo, mas sem falar nada. — Controle o Mikael — avisei para Davina. — E não tente fazer nada fora do plano. — Eu vou pelos fundos — Kai disse, chamando os vampiros. — Dê o sinal quando for a hora. Assenti com a cabeça e segurei com firmeza a estaca, e Mikael arrebentou a porta com um chute. Como esperado, Kol estava lá se alimentando e, quando nos viu, deixou a mulher cair no chão e nos encarou com surpresa e a boca suja de sangue. — Mikael? — Ele perguntou, com os olhos arregalados. — Feliz em me ver, filho? — Mikael questionou, se aproximando do filho. — O que é isso, Davina? — Kol questionou, se afastando. Sem tempo para responder, Mikael foi em velocidade de vampiro e agarrou o pescoço de Kol, olhando para ele com ódio. — Não achou que ia me torturar e ficar por isso mesmo, achou? — Perguntei, me aproximando dos dois. — Não podem fazer isso — Kol disse, triunfante. — Não podem me m***r, a estaca de carvalho branco foi destruída. — Será? — Ergui a estaca na altura de seu olhos e apreciei o medo passando por seus olhos. — Como conseguiu isso? — ele tentou fugir, mas Mikael era mais forte. — Pai, somos família, não faça isso. — Eu não tenho família — Mikael cuspiu as palavras na cara dele. — Não tenho monstros como filhos, nunca tive. O incômodo por saber o quanto isso dói, principalmente vindo de sua família, logo foi substituído ao ver o medo nos olhos de Kol e sorri com satisfação. — Davina — Kol sussurrou, pedindo ajuda a ela. A olhei com as sobrancelhas erguidas e ela olhou para outro canto. Segurei a estaca com força e me aproximei quando Mikael forçou Kol a sentar em uma cadeira, a mesma que eu fiquei amarrada, e segurou seu pescoço com força. — Davina! — Kol gritou, tentando se soltar. Segurei o braço dele com força, cravando minhas unhas em sua carne e sentindo o sangue dele na ponta dos meus dedos. Olhei nos olhos dele e encostei a estaca em seu peito, enfiando lentamente em seu coração. — Para!!! — Davina gritou, me jogando com magia para longe dele. — Não posso te deixar fazer isso, Mary. — Mikael!! — Gritei, apontando para Davina. Ele correu na direção dela e tentei pegar a estaca que havia se perdido em meio a confusão. Kol ajudou Davina, empurrando Mikael para longe dela, mas nesse momento consegui pegar a estaca e empurrar Kol contra a parede com a estaca em seu peito. Davina conseguiu se levantar e com magia adormeceu Mikael. — Se fizer isso eu solto ele — Davina disse, segurando a pulseira que controlava Mikael. — Eu não preciso mais dele. Em poucos segundos seu namoradinho vai morrer e você não vai poder fazer nada. — Talvez não, mas pelo o que eu sei o Mikael é o único capaz de m***r o Klaus e pode m***r você também. Kai escutou os gritos e entrou, então mordeu Davina, tirando a pulseira dela e mantendo Mikael sob controle. — Vai, Mary — ele disse, deixando Davina cair no chão. — Mary, por favor, não! — Escutei um grito inconfundível e parei imediatamente. Virei a cabeça o suficiente para Klaus com o canto do olho. — O Kol é meu irmão — ele continuou, se aproximando lentamente. — Mate, Mary!! — Kai gritou mais alto. Respirei fundo, tirando meus olhos de Klaus e encarei Kol, mordendo o lábio inferior tão forte que pude sentir o gosto do sangue. Klaus colocou a mão em meu ombro, enviando choques por todo meu corpo. Me virei lentamente e em um momento de distração, Kol correu até Davina. — Klaus — pronunciei com os olhos fixos nele. — Isso, Mary. — Ele sorriu, passando a mão pela minha bochecha. Sorri como ele sorria, então senti meu sangue esquentar e comecei suar frio, antes de cravar a estaca em seu peito sem hesitar. Empurrei Klaus enquanto ele tentava desesperadamente tirar a estaca de seu peito e fui até Kol e Davina. Antes que eu pudesse chegar até os dois, Davina quebrou a pulseira e acordou Mikael. Ele percebeu a magia desfeita e fugiu. — Pegue ele! — Gritei para Kai e ele saiu com os outros vampiros atrás de Mikael. Kol ajudou Klaus a tirar a estaca de seu peito e jogou-a para longe. — Se eu não te matei antes, vou m***r agora — Kol disse com raiva, vindo até mim. Eu estava completamente sozinha nesse momento. Meu plano deu totalmente errado e parece que a estaca não foi tão profundamente para atingir o coração de Klaus. — Eu disse para você parar com a sua vingança, Mary. — Klaus me empurrou contra a parede e colocou as mãos na parede ao lado do meu rosto, impedindo minha passagem. — Você sempre foi tão teimosa! — Me mate agora como já fez há tanto tempo atrás, mas se me deixar viver eu não vou parar até ver cada um de vocês cair — falei, encarando ele com ódio. — Sabe que eu não posso... — Sua voz falhou. — Mate ela agora ou eu vou m***r!! — Kol gritou. — Vá e leve a Davina. Você não vai mais machucar a Mary — Klaus mandou, ainda mantendo o olhar em mim. — E não me desobedeça. Kol encarou Klaus alguns segundos com ódio e saiu com Davina ao seu lado. — Eu não preciso... — Fui interrompida por gritos. Me soltei de Klaus e vi Lucien na porta, com a boca escorrendo sangue, segurando Kol pelo braço com uma mordida no pescoço. Além disso, ele estava diferente. Seus olhos estavam vermelhos e suas presas se duplicaram em uma coisa que eu nunca vi antes. Ele jogou Kol aos pés de Klaus e limpou a boca, sorrindo. — Lucien? — Perguntei com o cenho franzido, sem reconhecer ele. — Estava esperando por mim, amor? — Lucien veio até mim com um sorriso. — Não está curando — Kol falou, colocando a mão no ferimento do pescoço que sangrava. — O que é isso? — Klaus questionou com desespero nos olhos. — Ah, isso significa o que todos nós já sabíamos: eu sou melhor que você, Klaus — Lucien respondeu, com desdém. — Já o seu irmão tem apenas 24 horas de vida e eu recomendaria também ir atrás de sua irmã, acho que ela está um pouco perdida. — Isso não vai ficar assim!!! — Klaus gritou, passando seu olhar de mim para Lucien. — Você vai pagar por isso, Mary! Então ajudou Kol se levantar e saiu com ele em velocidade de vampiro.
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