Acordei com meu corpo pesado e senti o braço de Lucien envolta da minha cintura. Lentamente, tirei seu braço de mim e me levantei lentamente.
— Fugindo de mim, Mary Stuart?
Me virei e o vi com um sorriso e a cara de preguiça de quem recém acordou.
— Devo fugir? — Perguntei, beijando sua boca.
— Deve ficar. — Ele retribuiu o beijo entre o sorriso.
— Mas agora eu devo sair com a Aurora. — Me levantei rapidamente e peguei uma roupa qualquer no armário.
— Aonde vocês vão? — Ele se levantou também, pegando sua roupa jogada no chão.
— Vamos encontrar com o Kai. Precisamos resolver algumas coisas.
— O plano de vocês se limitou as duas e ao Kai? Porque eu não vejo vocês chamando a mim ou ao Tristan.
— É porque na minha vingança você não está incluso. Sinceramente, eu não consigo imaginar nada de útil para você fazer a não ser beber com o Klaus.
— Isso foi uma crítica?
— Eu só acho que não dá pra você querer m***r uma pessoa e logo em seguida ir fazer trancinhas no cabelo dela.
— Isso é coisa da Aurora, não é?
— A Aurora não tem nada a ver com isso. Eu não entendo por que vocês dois sempre tem uma crítica sobre o outro.
— Ela é manipuladora e mentirosa.
— Ela nunca foi assim comigo. — Amarrei meus cabelos para que não atrapalhasse.
Lucien balançou a cabeça negativamente e mordeu o lábio inferior.
— O plano dela é muito maior do que você consegue enxergar. Ela traí todo mundo, vai trair você também.
— É engraçado, durante toda minha vida eu ouvi essa palavra e, pela minha experiência, todos somos traídos, mais cedo ou mais tarde. Todos nós, traídos ou traidores.
Olhei alguns segundos para ele em silêncio antes de sair e deixá-lo sozinho.
Encontrei Aurora sentada no sofá com uma cara nada boa e um copo de sangue na mão, fitando o chão com concentração.
— Bom dia — falei com um sorriso, me sentando ao lado dela.
— Eu escutei tudo — ela disse, colocando o dedo indicador na orelha. — Me dê um motivo pra não m***r o Lucien nesse exato momento.
— Bom, eu gosto dele. Além disso, ele não falou por m*l, você sabe.
— Desde que você chegou ele está testando a minha paciência, Mary. Se não controlar ele eu vou dar um jeito da minha maneira e eu garanto que não vai ser nada agradável.
— Vocês dois são amigos e não é culpa minha a briga de vocês.
— Sei que não é. Ele só tem consciência de homem ameaçado.
— O quê?
— Nada não, esquece isso. — Ela balançou a cabeça, abrindo um sorriso. — O que tem em mente pra hoje?
— Primeiro vamos falar com o Kai, e depois seguimos o plano.
Fomos até o "esconderijo super secreto do Kai" que na verdade não era tão super secreto assim, mas eu conseguia sentir a forte magia que rodeava a casa.
Como esperado, Marcel estava lá assim como a Davina e eles estavam com um mapa de uma planta em mãos.
— O que é isso? — Perguntei, apontando para o mapa nas mãos do Marcel.
— É a planta do Quartel Francês. Eles estão memorizado o lugar pra quando invadir.
— O plano de vocês é isso?
— O meu plano é trancar o Klaus no porão com magia como um lembrete para quem ousar me desafiar.
Olhei para Aurora com um sorriso de lado e ela sorriu também, cruzando os braços.
— Ah, elas querem m***r o Klaus — lembrou Kai a Marcel, apontando para nós. — Vão ter que decidir no par ou ímpar o que fazer com ele.
— Eu também quero ver ele morto — Davina falou.
Marcel mordeu o lábio inferior e olhou para nós três, com um olhar de quem não vai mudar de ideia, e o encarei da mesma forma. Não abriria mão da minha vingança por nada, muito menos para que ele tivesse seu lembrete de vitória.
— Tanto faz, eu não vou m***r ele hoje. — Dei de ombros. — Meus planos agora são outros e eu preciso conversar com você, Kai.
Ele concordou com a cabeça e seguimos até uma sala afastada.
— O quê? — Ele perguntou.
— Você pegou a placa?
— Sim. Enquanto você estava fora, seu irmão e a Davina me ajudaram.
— Preciso de um pedaço dela. Vou m***r o Kol hoje.
— Sem um plano?
— Eu tenho um plano e ele inclui os vampiros do Marcel e você me ajudando.
— Tudo bem — ele concordou, tirando uma estaca feita de carvalho branco do bolso da jaqueta.
— Simples assim? — Desconfiei de sua boa vontade.
— Olha, o quanto antes acabar com cada um deles é mais fácil de chegar no Klaus e na Freya. Mas você sabe que o Elijah vai tentar impedir hoje.
— É por isso que o Marcel vai atrás da Rebekah. Ele só vai poder salvar um dos dois. A vida deles está nas mãos do Klaus.
Kai pensou por alguns segundos em silêncio.
— Vamos nos dividir?
— Eu vou ficar com você e o Mikael, a Davina vão controlar ele. O Marcel vai com a Esther e o James.
Kai concordou com o plano, então peguei a estaca e fomos avisar os outros do ataque para que se preparassem.