A clínica já não era apenas um lugar de cura. Era, cada vez mais, um lugar de respostas… ou pelo menos, de perguntas. Naquela manhã, o ar parecia mais pesado do que o normal. Não havia correria, nem filas de pacientes, nem o habitual movimento que preenchia o espaço com vida e propósito. Ainda assim, Zuri sentia algo errado — uma inquietação silenciosa que se instalava no peito sem explicação lógica. Ela organizava frascos de vidro numa das prateleiras mais altas, ajustando-os com precisão quase obsessiva. Não era sobre organização… era sobre controlo. Algo que ela sentia estar a perder. — Já reorganizaste essa prateleira três vezes — comentou Lisbeth, encostada à mesa principal, observando-a com um olhar atento. Zuri não respondeu imediatamente. Apenas ajustou mais um frasco… e outr

