A cidade pulsava. Luzes acesas, carros em movimento, pessoas caminhando apressadas sem sequer imaginar que, a poucos metros acima de suas cabeças, duas figuras observavam tudo como predadoras silenciosas. Zuri estava parada na beira do prédio, o olhar fixo no laboratório. Não piscava. Não desviava. Era como se estivesse a gravar cada detalhe na mente — cada entrada, cada sombra, cada falha. O vento frio soprava com força, fazendo seu casaco preto ondular levemente. Mas ela não sentia frio. Sentia… pressão. Responsabilidade. E, no fundo, um medo que ela se recusava a nomear. Ao seu lado, Lisbeth parecia estranhamente confortável. — Sabes o que é engraçado? — disse ela, quebrando o silêncio. Zuri não respondeu de imediato. — O quê? — Eu sempre achei que a minha vida já tinha at

