A felicidade de Zuri já não era algo raro ou passageiro. Antes, ela vinha em pequenas doses, quase como um acidente — um momento de paz no meio do caos, um sorriso roubado entre dores, uma sensação breve que desaparecia antes que ela pudesse realmente se agarrar a ela. Mas agora… era diferente. Agora, a felicidade estava presente. Constante. Silenciosa, mas firme. E vinha, principalmente, de uma coisa: propósito. --- A clínica já não parecia um projeto novo — parecia um lugar vivo. Havia movimento constante, vozes, passos, frascos sendo abertos e fechados, anotações sendo feitas com rapidez. O espaço carregava energia, responsabilidade e, acima de tudo, significado. Zuri caminhava entre as mesas com naturalidade, como se sempre tivesse pertencido ali. Seus olhos atentos observavam

