O amanhecer no mundo vampírico tinha uma beleza diferente. Não era o calor dourado do sol humano, mas sim uma luz suave, quase etérea, que se infiltrava pelas janelas como um segredo. O castelo permanecia silencioso, mergulhado numa calma que poucos conheciam — aquela pausa rara entre noites intensas e decisões que moldavam destinos. Zuri já estava acordada. Sentada à beira da cama, com os pés descalços tocando o chão frio, ela mantinha um caderno aberto sobre as pernas. As páginas estavam preenchidas com anotações cuidadosas, rabiscos, setas, observações — uma mistura de ciência, instinto e paixão. Ela estava completamente concentrada. Tanto que nem percebeu, de imediato, o olhar de Luian sobre ela. — Você não cansa? — perguntou ele, a voz ainda rouca de sono. Zuri olhou por cima d

