Dylan puxou uma cadeira da escrivaninha e se sentou, um pouco desconcertado por ter Donna tão próxima — no espaço mais íntimo da sua vida universitária. O quarto que era só dele e que agora parecia pequeno demais para conter a presença dela. — Você sempre foi assim? — perguntou ele de repente. — Tão… destemida? Donna arqueou uma sobrancelha. Ela soltou uma risada seca, quase sem humor. Depois ficou séria, pensativa. — Cresci em uma casa cheia de homens — começou. — Três irmãos. Um quase da minha idade, os outros dois mais novos. Fui criada num ambiente onde homens governam e mulheres cuidam. Pelo menos, essa era a lógica do mundo de onde eu venho. Mas meus pais… — ela sorriu, nostálgica — meus pais nunca deixaram que eu me encaixasse nesse molde. Me ensinaram que silêncio nem sempre é s

