Os dias passaram, mas por mais que Dylan tentasse, ele não conseguiu esquecer a morena de cabelos encaracolados e olhos escuros que o salvara naquela noite gelada. Era como se cada sombra lançada pelo outono nova-iorquino carregasse um eco da presença dela. Donna. Era tudo o que ele sabia. Donna, estudante de pós-graduação em Direito Internacional. Nada mais. Nenhum sobrenome. Nenhum contato. Apenas uma imagem gravada de forma obsessiva em sua mente, e agora, em cada página do seu sketchbook. Na manhã fria de terça-feira, Dylan estava sentado no fundo da sala de aula de “Estética e Corpo na Arte Contemporânea”, ministrada por Remy Keller, um artista performático conhecido por usar sangue falso e espelhos quebrados em exposições de crítica social. Dylan, no entanto, não estava prestando at

