Cavaleiro Narrando George chegou no meu escritório com aquela cara tensa de sempre, mas dessa vez dava para ver que a coisa era séria. Ele jogou uma pasta sobre a mesa e suspirou pesado antes de falar. — Cavaleiro, descobri quem invadiu a casa dá vó de Lorena. — Fala logo, George — cortei seco, sem paciência para rodeios. — Foram dois noiados da favela do metrô — disse ele, olhando para mim como se esperasse um soco verbal. O estômago embrulhou na hora. Favela do metrô, o nome já me dava arrepios. Aquela quebrada era conhecida pela violência e pelo TCP, que comandava tudo por lá. E naquele momento, eu entendi tudo. Aquilo não era um ataque aleatório, era uma retaliação direta a mim. Só que eles se enganaram feio: acertaram pessoas que não tinham nada a ver com isso. A avó da minha mu

