Harry estava sentado à própria mesa de trabalho, tentando responder e-mails, quando a vontade quase necessidade de ouvir Yara apareceu de repente. Pegou o celular, discou, e ela atendeu no terceiro toque. — Alô? A voz dela… Não era a voz animada, sorridente ou provocadora de sempre. — Yara? Tá tudo bem? — Tá, tá sim.. Você ligou pra quê? — Eu marquei o jantar com meus pais. Vai ser amanhã à noite. Só queria te avisar. — Ah.. Tudo bem. Eu vou. — Yara — ele chamou de novo, agora firme — o que aconteceu? — Nada, Harry. Tá tudo bem, juro. Eu só tô cansada… — Eu tô indo aí. — Harry, não precisa. Eu tô bem. Sério. — Não estou pedindo permissão. E desligou. Trinta minutos depois. — Yara? Sou eu. A porta abriu devagar. E o peito dele apertou quando viu o rosto dela: olhos vermelho

