O bar estava cheio, como sempre. Luz baixa, madeira escura, o burburinho constante de vozes misturado ao som de copos e risadas. Um lugar familiar demais seguro demais para alguém que acabara de voltar de dias que tinham bagunçado tudo por dentro. Brooks já estava encostado no balcão, duas cervejas à sua frente. Assim que viu Harry entrar, abriu um sorriso largo, desses que antecedem interrogatórios disfarçados de amizade. — Olha só quem resolveu reaparecer no hemisfério norte — provocou. — Você tá diferente. Harry franziu o cenho enquanto se aproximava. — Diferente como? — Mais quieto. — Brooks empurrou uma cerveja na direção dele. — E isso é preocupante vindo de você. Harry pegou o copo, deu um gole longo, como se precisasse daquele amargor para se ancorar de volta à realidade. —

