O calor a envolveu assim que Yara saiu do aeroporto. Era um calor diferente de Londres, ali era mais vivo, mais barulhento, com cheiro de sal, protetor solar e liberdade. O céu absurdamente azul parecia zombar de tudo que ela tinha deixado para trás. — Finalmente — murmurou, puxando os óculos escuros. A família a recebeu com abraços apertados, daqueles que esmagam e curam ao mesmo tempo. Tias falando alto, primos disputando atenção, risadas que ecoavam sem esforço. Ninguém perguntava de Harry. Ninguém mencionava fotos, fofocas ou Londres. Ali, ela era só a sereia. No primeiro dia, ainda havia um peso no peito. Mas ele começou a se dissolver rápido. Ela foi à praia cedo, pés descalços na areia quente, o cabelo preso de qualquer jeito. O mar estava morno, convidativo. Yara entrou sem p

