Yara subiu pelo elevador de vidro com a sacola de mercado na mão legumes, macarrão, remédio e um Gatorade porque homem doente não bebe água nem sob tortura. O elevador parou no último andar, e quando as portas se abriram… ela congelou. O corredor já parecia cenário de filme: piso de mármore, iluminação indireta, silêncio caro. Ela respirou fundo. — Tá, Yara… só um apartamento. Só um troço de rico. Não faz cara de pobre deslumbrada. — sussurrou pra si mesma. Mas assim que tocou a campainha e a porta abriu… o autocontrole dela morreu na hora. Harry apareceu com moletom cinza, cabelo bagunçado e expressão febril mas não era isso que tirou o fôlego dela. Era o apartamento. Uma parede inteira de vidro mostrando Londres iluminada. Sala com móveis que provavelmente custavam mais que o

