Harry ficou alguns segundos ainda de joelhos na areia, a mão dela na dele, como se aquele gesto simples pesasse mais do que qualquer contrato que ele já tivesse assinado. Então ele se levantou. O terno claro estava amarrotado, a barra da calça suja de areia, o cabelo desalinhado pelo vento e, ainda assim, nunca tinha parecido tão inteiro. Ele levou a mão ao rosto de Yara com cuidado, como se pedisse permissão mesmo sem palavras. O polegar roçou o maxilar dela, sentiu a pele quente, real. — Yara… — a voz saiu rouca. — Sereia. Ela sorriu de leve com o apelido, mas não desviou o olhar. Harry se inclinou e a beijou. Não foi urgente. Não foi possessivo. Foi um beijo decidido, profundo, cheio de tudo o que ele vinha segurando por medo. O gosto de sal, de vento, de casa. Quando se afas

