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O Destino Me Trouxe Você

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diferença etária
os opostos se atraem
escritório/local de trabalho
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intro-logo
Sinopse

Anne é uma jovem órfã, que ao completar seus dezoito anos precisa deixar o orfanato e seguir sua vida sozinha. Sem ninguém e sem saber para onde ir, ela segue os conselhos da cozinheira do orfanato, que fala sobre uma fazenda. Mas o que ela não esperava era encontrar o dono dessa fazenda de uma forma bem inusitada. Christian é viúvo e pai de gêmeas recém nascidas, as quais precisam de uma babá urgentemente. Imediatamente a jovem é contratada. Em meio à brigas e picuinhas entre chefe e funcionária, nasce um sentimento puro e avassalador, dando a Christian a chance de se refazer emocionalmente e a Anne a chance de saber o que é se sentir amada. Duas almas que buscam o amor e a felicidade, enfrentaram algumas dificuldades e preconceito por suas diferenças de idade, sem se deixar ser influenciados por terceiros, ambos permanecem juntos, provando que o amor verdadeiro vai muito além de idade e classe social.

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Prólogo
Anne corria desesperada. O coração pulsava rapidamente, conforme seus passos se tornavam mais largos. A chuva da noite anterior tinha deixado a estrada de terra cheia de lama, e a mesma grudava em seus sapatos, tornando mais difícil a sua corrida, sem falar nas suas pernas. Por que elas tinham que ser tão curtas? Aquela altura ela já estava em um estado lamentável, suas roupas completamente sujas de lama do barro vermelho e ela, bom, parecia um gato molhado de suor e sentia que seu perfume já tinha desaparecido há tempo. Praguejou aqueles dois cães que a perseguiam. O que tinha dado neles para fazerem tocaia logo quando ela chegara naquela propriedade? Podia-se dizer que eles eram verdadeiramente os cães de guarda. Começou a gritar quando viu que eles não iam parar de lhe perseguir, na esperança de que alguém a ouvisse e a salvasse daquelas duas feras selvagens que pareciam querer lhe devorar ou fazer barulho o suficiente para assustar os cachorros. Mas ela era tão jovem para ter uma morte tão trágica como aquela. Agradeceu quando viu a grande porta que dava acesso a casa, pediu em seus pensamentos, enquanto corria, que a mesma estivesse aberta e ela pudesse entrar sem ser pega pelos dois cães, que vinham logo atrás dela. O pânico tomou conta de si, além dos cachorros que latiam e tentavam avançar para cima da garota, a maldita porta estava trancada e parecia que aquela propriedade estava abandonada. Imaginou que o dono ou responsável da fazenda poderia aparecer em breve e então um misto de emoções começou a invadir seu corpo pequeno e roliço. Naquele momento ela começou a imaginar como seria a melhor forma de morrer. No entanto, teve que pensar naquilo enquanto voltava a correr dos cachorros, passando em frente à uma grande porta de vidro que dava acesso ao jardim da casa, chamando a atenção da única pessoa que se encontrava na casa. — Mas quem diabos é essa louca? — Falou o homem, enquanto saia para fora de sua casa à passos largos, vendo-a correr para área dos fundos de sua casa. Anne se jogou no primeiro muro que tinha em sua frente, sem ao menos se dar conta de como tinha conseguido aquilo. — Conan, Júpiter, já chega! — O corpo de Anne congelou, não de frio, já que estava bastante suada devido ao seu esforço para chegar até a casa, mas sim pela voz grossa e imponente que invadiu seus ouvidos. Os cachorros se acalmaram exatamente no momento em que ele falou, mas o coração dela ficou ainda mais agitado, aquela voz a fez seu corpo todo ficar trêmulo. — Calma meninos, calma! — Foi carinhoso com os cães e acariciou suas cabeças para acalmá-lo, fazendo-os abanar os rabos de forma alegre. Porém, quando a encarou, seus olhos diziam que ele queria sua cabeça em uma bandeja. O coração dela falhou uma batida quando os olhos do homem a encontraram. Ele tinha uma certa imponência, vestido todo de preto, com a sua camisa colada em seu peito, completamente moldada pelos grandes músculos, além dos cabelos que agora se encontravam numa coloração em tons de mel e dourado devido aos raios de sol daquele fim de tarde e a barba que era bem alinhada e parecia ter sido feita recentemente, mas foi quando seus olhos se encontraram que ela sentiu que iria sucumbir àquele olhar. Aqueles olhos confusos que a encaravam tinham a cor de um céu azul em um dia de sol em pleno verão, porém eles tinham uma sombra, uma sombra de dor e mágoa. — Quem é você? — A voz grossa fez seu coração mais uma vez entrar em disparada. Perguntava-se se o seu coração estava participando de uma maratona ou se ele fazia parte da bateria de uma escola de samba. — Eu… eu… — sua voz trêmula e a expressão de enfurecido do homem não permitiu que ela falasse. — É melhor você descer daí. — Disse irritado. Anne olhou para um lado e para o outro, não havia nada próximo que ela pudesse usar para descer dali. — Eu não posso. — Disse, ofegante. — Vamos, não me faça de bobo, eu não estou de bom humor, você invadiu a minha propriedade, causou estresse aos meus cães que são dóceis e agora se n**a a sair. — Colocou as mãos nos quadris esperando que Anne pulasse dali. — Eu não sei como eu subi aqui, mas agora eu estou com medo de descer e quebrar algo. Olha só a altura desse muro? — Olhou para baixo, apavorada. — Você subiu, tem que descer. Eu não estou com paciência para gracinhas, garota. Anda, desce daí! — Gritou causando mais medo em Anne que não controlou o choro e começou a chorar. — Não tem por onde eu descer, eu já lhe disse. — Respondeu derramando lágrimas. — Eu estava com muito medo dos seus cachorros, que subi aqui sem prestar atenção em nada. — Ele notou seus joelhos e cotovelos cortados, possivelmente aquilo tinha acontecido quando ela subiu o muro. O homem massageou as têmporas e marchou em direção ao muro, se aproximando das pernas dela. E mesmo que estivesse irritado, ele sentiu vontade de rir, aquilo tudo era engraçado, a jovem parecia uma criança arteira. — Vem, eu te ajudo. Nem é tão alto assim. — O homem que agora estava bem mais próximo, parecia bem maior. — O que você vai fazer comigo? — Perguntou com medo. — Você entrou em uma propriedade particular, o que acha que vou fazer com você? Isso é invasão de propriedade. Mas antes vamos conversar, acho que você tem uma explicação para tudo isso. — Falou, com as mãos erguidas em sua direção. — Não, eu não invadi, aqui era o meu destino, eu só fui abordada pelos seus cachorros quando atravessei os portões da fazenda! Não será preciso ir às autoridades se é o que pensa fazer, só será uma perda de tempo, eu não sou nenhuma fora da lei e não estou invadindo nada. — Juntou as mãos em súplica. Então ele lembrou que não tinha ninguém na fazenda, devido ao funeral que estava acontecendo. O homem arqueou uma sobrancelha. — Seu destino? O que quer dizer com isso? Até onde eu sei, eu não estava esperando a visita de ninguém. — Continuou. — Não, eu não tinha nada marcado com o senhor, mas eu estava vindo para cá e não pretendia causar essa bagunça. — Retrucou. — Então, quem é você? Eu nunca a vi. — Perguntou alterando o tom de voz, sem paciência. Esperava que ela não fosse nenhuma das aventuras de seu irmão, ela seria escorraçada de sua casa se fosse exatamente o que estava pensando. — Eu não sou ninguém, ninguém importante, se é o que está me perguntando. — Respondeu com a voz trêmula. O homem encarou a sua face, ela era bastante jovem. Mas porque ela estava ali? Onde estavam seus pais? Seu irmão tinha se relacionado com uma menor? — E o que diabos você está fazendo aqui? Acho que pelo menos isso você pode me responder. — Anne engoliu em seco. — Sim, eu posso, eu vim atrás de emprego. — O homem percebeu que ela tremia. — É melhor você descer daí antes que acabe caindo do outro lado, vem, eu te ajudo. — Ela empalideceu. — Mas é muito alto, eu vou cair. — Ele bufou, irritado. — Eu não tenho o dia todo, garota. Anda, pula, eu não vou te deixar cair. — Assegurou, porém, a jovem não sabia se podia confiar nele. — Não! Você vai me deixar cair feito manga podre e eu vou me quebrar todinha. — Ele estranhou e sentiu vontade de rir novamente, ela com certeza era apenas uma menina assustada. Sem nenhuma paciência, ele segurou nas suas pernas e a puxou, o que causou espanto nela e a fez escorregar pela parede, ralando mais ainda seus cotovelos, pelo medo ela agarrou nos ombros do homem o que ocasionou nos dois caindo, mas ele amorteceu a queda dela que caiu em cima daquele estranho, que tinha um corpo quente, grande e duro. Era a primeira vez que Anne tinha contato assim, tão íntimo com um homem, na verdade ele era o primeiro homem que a tocava. Seu corpo estava grudado ao dela, suas respirações se misturavam, e era possível sentir o pulsar do coração dele contra a sua mão que estava em cima do seu peito. Ele travou sua mandíbula e os seus olhos continuavam acinzentados e ele tinha cheiro de álcool, mas o que a deixou com a respiração mais ofegante, foi o cheiro amadeirado que emanava do corpo dele. O rosto dos dois se transformou em uma careta de dor pelo choque ao chão, mais precisamente em uma poça de água, molhando eles. Anne saiu de cima do homem tão rápido como um raio e levantou-se rapidamente envergonhada pelo contato com seu corpo, pensou em correr mas ao ver os dois cachorros ainda a encarando, ela pensou que ficar e permanecer ao lado daquele homem era bem mais seguro, mesmo que ele pudesse ser uma ameaça bem maior para sua existência. — Como se chama? — Perguntou ao se levantar bravo. Então ela percebeu o quão alto ele era, não percebeu apenas a sua altura, mas também a sua beleza. Ele era lindo, um deus grego ela diria. Não, um deus grego não chegaria nem aos seus pés. Aquela garota só estava lhe deixando mais bravo com aquele olhar tímido, ao mesmo tempo tão curioso. — Eu me chamo Anne, senhor. — Ele não acreditou muito e iria confirmar aquilo em breve. — Você é muito jovem para andar por aí sozinha, onde estão os seus pais? — Voltou a perguntar sobre a família dela. — Eu já lhe disse, eu não tenho pais, sou órfã. — O encarou. — E o senhor, como se chama? — Juntou as mãos à frente do corpo e abaixou o rosto. — Meu nome é Christian. Mas ainda não engoli essa história de que não tem pais. — Anne suspirou cansada e envergonhada por estar toda suja e descabelada. — Eu posso provar tudo que disse até agora, senhor. Eu não gosto de mentiras, só vim até a sua fazenda porque a cozinheira do orfanato havia me falado sobre sua propriedade, e quando cheguei no povoado à procura de sua casa, as pessoas reforçaram que a sua fazenda é uma das melhores e onde os funcionários têm uma condição melhor de trabalho. Eu não sou nenhuma pessoa perigosa, não vou lhe causar nenhum m*l, eu só preciso de um emprego para começar a minha vida. O orfanato fica perto, pode confirmar o que eu estou falando com as freiras. — Christian a observou melhor, agora de perto ela parecia mais uma adolescente do colegial, que tinha acabado de completar quinze anos. — É o que veremos! Então você veio procurar emprego? Tem alguma experiência? — Anne o encarou, aquelas perguntas a deixou um pouco animada. — Eu faço de tudo. Lá no orfanato onde eu vivia, as freiras nos ensinaram de tudo um pouco, mas minha experiência maior é na cozinha e com crianças, mas não tenho medo de trabalho braçal… — Espera, você veio de um orfanato? — Perguntou surpreso. — Sim, acabei de lhe dizer, lembra? Eu completei dezoito anos há dois dias, então como regra eu tive que sair, para poder dar lugar à outra criança que venha ser abandonada também, por isso estou procurando emprego, e não, não tenho experiência. Eu não tenho para onde, nem para quem ir, então tenho que me virar sozinha. — Explicou. Aquilo era uma informação que ele não esperava. — Então é por isso que você disse que não tem pais? O que aconteceu com eles, você sabe? — Christian não colocaria qualquer pessoa dentro de sua casa, ele costumava fazer uma boa investigação antes de contratar seus funcionários. — Eu não sei, fui deixada lá apenas com alguns dias de vida. Nem sequer me deram seu sobrenome. — Ela deu de ombros como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. — Ganhei o sobrenome de uma das freiras, que já faleceu. — Revelou. — Alguém do povoado te falou mais alguma coisa sobre a fazenda ou sobre mim? — Perguntou curioso. — Não, apenas disseram que aqui eu talvez encontrasse algo. — Respondeu. — Tudo bem. Talvez eu tenha algo para você. Quem sabe seja útil em alguma função na casa. Você gosta de crianças? — Perguntou. — Sim, lá no orfanato, eu e mais duas colegas ficávamos responsáveis pelas crianças que chegavam. — Lembrou-se das crianças que cuidava. — É, de fato, talvez você possa ser útil, vamos entrar. — Chamou, e ela o acompanhou. Anne sentiu uma pequena felicidade e acompanhou o homem. Não sabia o que lhe aguardava, porém ela daria o seu melhor para conseguir um emprego e ter onde ficar. Christian a guiou até a casa grande, onde entraram pelos fundos, passando pela lavanderia e pegando algumas toalhas que estavam no varal para poderem se secar. — Enxugue o máximo que puder e venha comigo. — Anne apenas assentiu, retirou seus sapatos que estavam sujos de lama e os deixou na lavanderia. Ela ficou encantada com o tamanho daquela casa, não era uma casa antiga, pelo contrário, era bastante moderna, quem a visse por dentro não diria que era uma casa de campo. As cortinas estavam todas fechadas e ela se perguntava, enquanto o seguia se não tinha mais ninguém na casa.

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