Desconfiança.

1786 Palavras
BRASIL: 6h20min da manhã. Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto, percebo que a minha janela estava aberta, por um impulso tentei-me levantar, mas meu corpo estava dolorido, como se eu tivesse levado uma surra com taco de basebol, com muito esforço me levantei, me guiando até o banheiro, e por incrível que pareça, não estou tanto sono assim. Peguei minhan roupa que iria para a escola, nada mais do que uma calça jeans escuro, meu vans preto e uma blusa branca, de alcinha, pois iria por minha blusa de frio por cima. Fiz a minha higiene matinal e fiquei-me encarando por horas no espelho, percebo a mordida no meu pescoço e relembro por um instante o pesadelo que tive na noite passada. Talvez não seja um pesadelo, de fato eu estaria a ficar doida, se a minha mãe ver isso no meu pescoço, iria vir com piadas pensando que transei com alguém. -- Bom dia pai, bom dia mãe. - digo-me sentando na mesa, a minha mãe tinha feito panquecas e bolinhos de chuva, coloco uma no meu prato e por cima o mel. -- Acordou animada hoje? - ouço o senhor me fazendo o encarar séria. -- Não, porque você acha isso? - perguntei acabando de comer. -- Está mais arrumada. - ele disse voltando a sua atenção para o jornal nas suas mãos, acabo de beber o meu suco, me levantando e colocando a mochila nas costas, ando em direção a porta. -- Tchauzinho. Eu era a gata da escola, não só eu, isso pegou meio m*l, eu não tenho saco para aguentar às cantadas desses garotos. -- Está quieta hoje. - disse Will num tom baixo próximo ao meu ouvido. -- Você acha? - o pergunto olhando para o lado e o encarando. -- Sim. -- Mas eu não. - o mesmo mudou a sua expressão para mais sério ao ouvir a minha resposta. -- i****a. (...) -- Aconteceu uma coisa ontem. - digo fechando o meu caderno, colocando às coisas na mochila e levantando-me. -- Tipo? - Will perguntou-me andando ao meu lado e logo saímos da sala de aula, andando por aquele grande corredor. -- Tipo, eu pensei ser um pesadelo, mas foi realidade, eu acho. Eu estava com medo de acabar falando demais e isso causar motivo de piada. -- Como assim pandora? - nos sentamos aos banquinhos que tinha ali fora. -- Logo vai saber. - digo friamente sentindo um cala frio passar por todo o meu corpo, podendo ouvir um som diferente, como se estivesse com um fone de ouvido, batidas, extraordinário demais, era o coração. -- Odeio que me deixa na curiosidade. - Will mudou a sua expressão novamente. -- Lamento. - resmungo levando a garrafa de suco a boca, bebendo o mesmo. -- Me dá uma dica? - ele insiste fazendo um bico, o que me fez rir e querer debochar, aquilo ali não ajuda em nada. -- A dica é, sobrenatural. - digo balançando as minhas mãos, vendo ele arregalar os olhos, mais logo volta a expressão normal. Sinto uma vontade enorme de comer, larguei o suco pela metade, a minha boca estava a encher de água, às pessoas passavam por mim, vários aromas diferenciados. -- Bom, .vou a ir tenho um trabalho para entregar. - digo-me levantando. -- Vou guardar um lugar para você no ônibus, até mais. - Will levantou-se também e acenei para o mesmo, confirmando que poderia guardar sim um lugar para minha pessoa. Will é um dos meus melhores amigos, eu acho que ele é gay, mas ele não sabe que sou lésbica, desconfia muito, e sempre joga algumas piadinhas, mas já viu, a minha insegurança não deixa eu contar nada. Era aula de história, o tal do professor maluco já explicava e fazendo grandes anotações no quadro. -- Bom alunos, eu trouxe umas coisinhas, para vocês sobre vampiros, porque querendo ou não, estamos na grande fase de explicações sobre esse tema, mas antes vou recolher os trabalhos. - o mesmo andou pela sala pegando os trabalhos, passou por mim, sorrindo. 20 minutos depois... -- Assistem esse vídeo. - ele disse tirando da pausa, me fazendo encarar a tela a minha frente, começou a passar sobre vampiros, grandes explicações, teorias e imitações, eu sem paciência e cansada como estou, acabei dormindo. A aula durou quase três horas, ele tinha dois horários, ao acabar, peguei as minhas coisas e aproximei-me da mesa onde estava o professor arrumando as suas coisas para ir embora. -- Alguma dúvida da matéria, Pâmela ? - ouço a voz dele, e o seu jeito alegre-me olhando, apenas recuo, sorrindo de volta, n**o com a cabeça, caminho até a porta, saindo dali e guiando-me até o ônibus que estava a espera dos alunos, ele nos deixa num ponto fixo, próximo a nossas casas. Eu estava a chegar em casa, fui direto para o banheiro, lavei às mãos e deixei a minha mochila na sala, vejo a minha mãe, que me parou logo quando ia para a cozinha. -- Mocinha, porque deixou o computador ligado? - a minha mãe estava no sofá, assistindo um jornal. -- QUE? - digo num tom alto, mas logo mudo a minha expressão, lembrando novamente da noite passada, será que estou a ser assustada? Rapidamente subi, sem esperar a minha mãe me responder. Entrei no meu quarto, a cama estava toda bagunçada, e quando saí, não deixei o meu quarto assim, olhei para o computador ligado, sentei-me na cadeira e tinha várias imagens de vampiros e com outro recado. "Eu não vou-te deixar em paz até você se aceitar o que é, e se juntar a nós " Leio aquilo e logo fecho a guia, desligando o computador, suspiro não acreditando de fato no que estava acontecendo, meus pesadelos não eram pesadelos, tudo isso que passei nesses últimos dias, era verdade, e todos os avisos que tive, foram sinais do que vai acontecer comigo. Chamei logo uma amiga e contar toda verdade antes que seja tarde demais, estou cansada de ficar guardando tudo sozinha, é h******l, sinto-me farta de tudo. Não demorou muito e logo ela chegou, á entrando no meu quarto e sentando-se na cama, ou melhor, se jogando, somos vizinhas e a minha mãe gosta dela, somos amigas desde do primeiro ano de aula. -- Tá vamos lá, olha isso no meu pescoço. - digo tirando a blusa de frio, aproximo-me mais da mesma para que ela tenha uma visão melhor do meu pescoço. -- Isso realmente, é uma mordida. - Lise disse olhando o meu pescoço, passou a mão, mas não senti dor alguma com o seu toque. -- Eu sei, ainda está meio-dolorido, como se estivesse a querer inflamar. - digo num tom baixo fechando os meus olhos, ao sentir ela passar as unhas novamente, é, agora doeu. -- Mas talvez isso seja uma mordida de inseto ou até mosquito, não, exagero da minha parte, mosquito não. - ela disse ainda olhando a mordida. -- Acha que estou ficando louca? Eu sei bem o que é uma picada de mosquito. - a pergunto tirando a sua mão e deitando-me na cama, suspiro passando a mão no meu cabelo. -- Tá, mas não acha que isso é meio ficção demais? Você está igual o professor, pandora…vampiros não. -- Se veio aqui para me criticar e jogar na minha cara que estou a ficar louca, pode ir embora. - digo já com raiva, me levantando e andando até a porta do quarto, a abro esperando que a mesma saia. -- Calma pandora, não precisa ser arrogante desse jeito, eu já estou saindo. Eu já estava descendo os degraus quando ainda ouvi ela falar na metade da escada. -- Talvez alguém esteja querendo brincar com você, sei lá, uma pegadinha, algum tipo de trote, o que mais tem na escola é isso, e você sabe, aqueles garotos são idiotas demais. -- NÃO! - Gritei com a mesma, que teoria i****a, ao sair de casa, pude ouvir a minha mãe perguntando aonde estávamos indo, mas apenas a ignorei, não estou com cabeça. Apenas queria correr, não importava para onde, saber que uma das suas melhores amigas não acredita em você, é muito triste, eu sinto-me sozinha, eu estou cansada de tudo isso, passo a mão no meu rosto sentindo arder, as minhas lágrimas já estavam a deixar todo o meu rosto molhado, por dentro da minha pessoa, eu só queria sair quebrando tudo que vinhesse a minha frente, chuto com tudo a lixeira que estava na minha direção, me sentindo um pouco aliviada com aquilo, ouço um barulho que me irritou, entrando dentro da minha mente, era a buzina de um carro, me fazendo olhar ao redor e perceber que estava em frente ao carro. -- Sai da frente garota, não tomou o seu remédio hoje não? Maluca. - ouço o cara falando e saindo com o carro, assim que atravessei, parei em meio a praça, me sentando num banco, olho para frente em um ponto fixo e vejo um homem todo de preto, ele estava-me encarando e sorrindo maliciosamente, ao ver o acenar, ignoro o mesmo, olhando para baixo, pareço está vivendo um jogo de vídeo games, onde tenho que passar de fases, só quero a minha vida de volta. -- São eles né ? - Ouço uma voz semelhante e olho para o lado, vendo ser o meu amigo Will, me fazendo sorrir fraco e afirmar com a cabeça. -- Sabe, eu acho que você tem que ir com eles, porque se eles te transformaram pandora, esse mundo aqui não te pertence mais, não adianta querer ficar a viver uma vida que não é sua. - ele disse enquanto fazia um carinho nas minhas costas, um incentivo eu diria. -- Até você? Me deixa Will, é sério. - digo mudando a minha expressão, apenas me levanto e saio dali, com certeza a Lise ligou para ele e disse o que eu falei para ela, mas para eles é tudo uma grande paranoia. Eu estava assustada com tudo isso, um pouco confusa também, vampiros não existe,eu estou a enlouquecer, daqui a pouco os meus pais vão ficar sabendo, ou vão pensar que usei algum tipo de drogas que me deu alucinações, continuei a correr sem olhar para trás, ao chegar numa grande mata fechada, avisto uma árvore, quando vou subir na mesma, sinto algo puxar o meu pé, me fazendo voltar com tudo para o chão, mas logo consigo subir de novo, e mais rápido que o esperado, acabo rindo do que acabou de acontecer, pulo com tudo no chão e pego impulso subindo em outra, me fazendo rir sem acreditar no que sentia, isso é prazeroso demais.
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